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Fãs de Bolsonaro: Os "machões" de internet que apanham na vida real e ficam acuados

Recebi há alguns dias a informação de que Thaís Azevedo, uma das pessoas que administram a página "Moça, não sou obrigada a ser feminista", foi atacada (virtualmente) por fãs de Jair Bolsonaro. O motivo? Ela supostamente teria dito na página que não apoiava o candidato. Sim, é só isso mesmo.

Ocorre, pelo que me informaram, que houve um post na página em questão no qual alegaram não apoiar Jair Bolsonaro. Um ponto importante que deve ser considerado aqui, aliás, é que esta página é conhecida por fazer oposição muito firme à extrema-esquerda. Este fato bastou para que os minions escolhessem Thaís como alvo, uma vez que ela é uma das pessoas que mais aparece em fotos e vídeos, e aí os mongoloides acreditaram que ela seria a autora do post.


A despeito do fato de que expressar uma opinião, seja ela qual for, deveria ser mesmo um direito, e levando-se em consideração que a crítica também é um direito, seria normal que houvesse críticas a ela ou a página por parte dos fanboys de Bolsonaro. O problema é que a coisa foi bem mais longe do que isso.  Além de criticarem agressivamente, os minions partiram para ameaças e levaram a discussão para além da página, chegando até a garota em seu perfil pessoal na internet. O pior é que ela foi até ameaçada por isso.






Outro caso muito semelhante que ocorreu há alguns dias foi o de Rodrigo Jungmann. Ele, que é conservador e é até mesmo admirador de Olavo de Carvalho, fez uma postagem expressando sua opinião a respeito da infantilidade dos fãs do deputado, alegando que chamá-lo de "mito" é algo ridículo (pura verdade, aliás). Foi o que bastou para os minions depositarem uma série de dejetos na postagem dele. Como se não bastasse, printaram o que ele disse, jogaram em um grupo - algum tipo de 'reunião de minions' - e chegaram a incitar que o mesmo fosse escrachado por ter emitido sua opinião.



Detalhe importante nisso tudo é que o trabalho de Jungmann contra a extrema-esquerda é excelente. Ele, mais do que qualquer Bolsonaro, mais do que qualquer seguidor estúpido do deputado, vem há anos peitando sozinho a fúria dos extremistas dentro das universidades. Na semana passada ele chegou a ser atacado por estudantes marxistas na FAFICA, matéria que inclusive publiquei por aqui. O homem é, além de filósofo, um palestrante corajoso que foi inúmeras vezes dar a cara pra bater em ambientes hostis defendendo posicionamentos contrários ao status quo.

Uma coisa curiosa que quero lembrar aos leitores é o fato de que esses mesmos bolsominions, em situações nas quais tiveram a oportunidade de mostrar algum tutano, agiram como garotinhos. Exemplo disso foi o caso do estudante que foi expulso de dentro de uma universidade por entrar lá com uma camiseta do Bolsonaro. Outro caso foi aquele ocorrido na UFRGS, em que três militantes de esquerda enfrentaram um monte de fãs do deputado e todos eles ficaram acuados, olhando de longe.

Neste caso, questiono: Se são tão corajosos assim na internet, a ponto de ameaçarem uma pessoa que está do mesmo lado que eles apenas por discordar pontualmente de alguma coisa, por que não fizeram nada nestes casos em que a extrema-esquerda os atacou fisicamente? Por que não houve retaliação da parte deles contra aqueles esquerdistas que bateram em um aluno que era fã do Bolsonaro, no Rio Grande do Sul? E quanto a cuspida que Jean Wyllys deu na cara de Bolsonaro, que nem mesmo o próprio se dignou a tomar alguma atitude?

Esses moleques são tão corajosos atrás de um computador, mas quando a situação sai do virtual para o real parece que essa coragem se esvai. Gente assim realmente vai passar a vida inteira apanhando da extrema-esquerda, disso não tenho dúvidas.
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