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Fórum da Liberdade e os recorrentes erros dos liberais


Talvez eu pudesse escrever, aqui, a respeito da atuação de Jair Bolsonaro no 3º Fórum da Liberdade e Democracia, que ocorreu no último fim de semana, e fazer algumas críticas. Contudo, observando bem a situação, reparei que não houve nada de novo da parte dele. Bolsonaro foi apenas tolo como já lhe é costumaz, de modo que criticá-lo aqui não traria qualquer novidade. Minha chateação é com a estupidez recorrente dos liberais por não perceberem o óbvio.

Muita gente ficou em dúvida sobre como reagir a respeito da presença do deputado no evento. Muitos ficaram irritados com a postura dos bolsominions, que tumultuaram o evento o tempo inteiro - como se não fosse óbvio que isso aconteceria. Também houve diversas críticas às posturas de Fábio Ostermann e Hélio Beltrão, que participaram do mesmo painel.

Verdade seja dita, tudo isso é bobagem. Pouco importa se todos eles foram ruins (e eu acho que foram, sim). O ponto central do erro não é o debate em si, mas a organização do evento que cometeu o imenso equívoco de chamar Bolsonaro para estar lá. Em outras edições do Fórum, a propósito, isso já havia ocorrido. Até Ciro Gomes já participou de um desses eventos.

Sim, eu sei. Estas figuras são convidadas justamente por serem antagônicas, e porque os liberais querem 'provar para o mundo' o quanto são tolerantes com seus oponentes. Pois é. Isso é burrice. Se é para ser assim, na próxima chamem um jihadista, uma líder do Femen e um neonazista. Que tal?

Não é assim que se faz um movimento político sólido. Os liberais foram desrespeitados e humilhados em sua própria casa, e isso é muito grave. Quando a extrema-esquerda ou a extrema-direita fazem seus eventos políticos, eles não convidam liberais para estarem lá. Não é apenas porque eles não gostem de nós, é também porque sabem que esse tipo de evento deve servir para fortalecer o movimento, não para dividi-lo. Da maneira como tem sido feito, o Fórum da Liberdade atende apenas a uma finalidade: gerar controvérsias dentro do próprio movimento.

A maneira correta de se fazer isso é chamar apenas liberais, ainda que de variadas vertentes, e gerar um debate em que todos firmem suas posições na mesma direção, uns mais radicais e outros menos. Quando a extrema-esquerda organiza eventos como debates públicos, todos os debatedores são de esquerda, uns mais radicais e outros um pouco menos.

Alguns podem alegar que fazem isso por serem intolerantes, o que também é verdade, mas não é só isso. Trata-se, isto sim, de uma estratégia de coesão. Se o objetivo do evento é fortalecer seu projeto político e sua militância, é necessário que ele seja voltado para firmar suas posições. O Fórum da Liberdade e Democracia deveria ter apenas liberais, libertários e, no máximo, alguns políticos de centro para servirem de saco de pancadas.

O erro de muitos liberais e libertários é achar que pode ser tolerante com quem é intolerante, ou de acreditar que pode ceder espaço para quem quer destruí-los. Bolsonaro, assim como Ciro Gomes, assim como qualquer outro nacionalista (porque Bolsonaro não é e nunca foi um conservador), assim como qualquer comunista, querem acabar com as ideias liberais. Simples assim. Se eles precisarem estão até dispostos a se unirem contra nós, como se viu no caso de Olavo de Carvalho, que chegou a usar a mesma narrativa criada pela esquerda para atacar os liberais, compartilhando até posts feitos por esquerdistas.

Temos que agir com mais inteligência e parar com essa história de fingirmos que somos bonzinhos.
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