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Não é pela ideologia, é pelo poder!

A luta dos movimentos políticos, embora tenha lá suas motivações ideológicas, nunca tem a ideologia em si como objetivo. Pelo contrário, aliás. Uma ideologia é um motor, é um ponto de partida, é através dela que você pode reunir pessoas com pensamentos similares e movê-las em nome de uma paixão em comum.


Muitos não querem admitir, mas ideologias em si são tão bobas quanto o amor pelo time de futebol ou mesmo a idolatria por uma banda de rock. As pessoas precisam de um motivo para viver e muitas vezes fazer parte de um grupo, lutar por alguma causa, levantar uma bandeira, pode ser um bom motivo. É uma forma primitiva, mas moderna, de encontrar conforto. Quando nós acreditamos em algo, queremos que aquilo seja real. Se temos algo como ideal é porque queremos que aquilo vire a realidade.

No entanto, para se atingir objetivos no mundo real é preciso ter maturidade, e ser maduro consiste primeiramente em aceitar que o ideal nem sempre está ao nosso alcance, pelo menos não a todo tempo. Por vezes, uma ideia muito boa ou realmente benéfica não é bem vista, não é aceita, ou é até mesmo boicotada por grupos que se opõem a ela. É aí que entra a Guerra Política.

Sempre que temos nossos objetivos, se quisermos realmente atingi-los é primeiro necessário agir com metas. Aceite ou não, você não atingirá seus objetivos sem esforço, e não os atingirá da noite para o dia, a não ser que eles sejam realmente muito fáceis. Um erro que vejo muitos liberais cometerem é justamente enxergar a batalha pelo lado inverso, tendo a ideologia como objetivo final e não como motivação inicial.

Convenhamos, afinal, que uma pessoa racional e saudável sempre desejará viver em situação melhor do que a atual ou pelo menos se manter em uma situação confortável. Nós sempre buscamos o melhor, mesmo que nem sempre saibamos o que é realmente bom até experimentamos aquilo. Trazendo isso para a política fica evidente que é necessário, quando encontramos oposição aos nossos interesse - e quase sempre encontramos oposição - agir sempre visando vencer uma batalha de cada vez para que nossa situação melhore em relação ao estado inicial.

Embora sejam situações totalmente distintas, uma coisa que recomendo a quem se interessa por política e quer alcançar objetivos de verdade é, justamente, estudar a história das guerras, especialmente as grandes guerras, para então verificar quais podem ter sido os fatores e as decisões que realmente definiram o resultado final. Os Aliados não derrotaram o Eixo em uma ou duas batalhas, foram várias. Todas elas contribuíram de alguma forma para adiantar ou para atrasar este resultado.

A política não é tão diferente assim. Política é ocupação de espaços, é aquisição de poder, é fazer alianças estratégicas, entre outras coisas. Às vezes uma tática arriscada pode surpreender e dar certo, mas também pode colocar tudo a perder. Contudo, o que deve ficar fincado na mentalidade liberal é que a ideologia não serve para absolutamente nada se não tiver, no fim, um projeto sólido para derrotar oponentes e tirar deles o poder que hoje eles possuem.

Se a extrema-esquerda domina as universidades, precisamos tirá-los de lá. Se eles controlam as redações de diversos jornais, é lá que precisamos entrar. Se há extremistas nas câmaras de vereadores, se há socialistas dando aulas para os nossos filhos, se há comunistas invadindo prédios e depredando a cidade, é necessário combatê-los até que eles recuem.

Digo mais: devemos pegar realmente pesado com isso, devemos partir para cima com força para fincarmos nossa bandeira em seus territórios, assim se tornam nosso território. Precisamos ter em mente que é necessário derrotar completamente o inimigo. Não podemos tolerar os intolerantes, não podemos ceder para eles a oportunidade para que cresçam e se tornem fortes novamente contra nós.

Reforço, ainda, que os liberais e libertários precisam parar de bater papo, precisam largar esse ridículo hábito de se focar apenas no campo intelectual e acima de tudo precisam parar de acreditar que vencerão esta guerra com argumentos, com dados e com gráficos chatos sobre economia. Se for para lutar desse jeito, é melhor nem começar, porque será um fracasso inevitável. É como entrar na guerra com uma colher para combater os Panzers alemães.

Como sempre, costumo dizer várias obviedades por aqui, muitas vezes porque elas precisam ser ditas. Esta, portanto, é mais uma delas.

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