Header Ads

O erro e a soberba: Como Flávio Morgenstern caiu de analista político a embusteiro (parte 1)

Sempre gostei muito de Flávio Morgenstern, cheguei a ler seu livro e o aprovei, inclusive fiz uma análise crítica a respeito que está bem aqui. Nunca levei o fato de Morgenstern ser olavette muito a sério, ainda que vez ou outra ele tenha exagerado na dose. O problema, talvez, é que a soberba subiu tão alto em sua cabeça que recentemente os escorregões dados por ele têm sido cada vez mais recorrentes.

O livro "Por trás da máscara" tem um bom trabalho de pesquisa, é repleto de fontes que confirmam as informações e fica bem fácil distinguir a opinião do autor dos fatos (muito embora, neste caso, a opinião dele condissesse com os fatos). Foi um trabalho acurado, digno de respeito até. Isso, então, mostra que Morgenstern é perfeitamente capaz de fazer um bom serviço no que diz respeito a pesquisa. Por que, então, em seus dois podcasts a respeito da eleição nos EUA e Vladimir Putin, ele não teve o mesmo desempenho?

Meu amigo Guilherme Schneider escreveu para o site Sul Connection uma breve análise a respeito de alguns dos inúmeros equívocos cometidos por Morgenstern no Guten Morgen 18 e Guten Morgen 19 (confira aqui). Só o que você encontrará nesse artigo já desmonta praticamente todo o trabalho mal feito do analista do Senso Incomum, que na prática mais parece senso comum mesmo. Desta forma, não terei sequer o trabalho detalhar suas falhas que já estão expostas, quero apenas analisar a parte que me interessa:

O que leva um bom analista político a um declínio tão miserável?

Minha teoria é que Flávio ficou mal acostumado e passou a viver dentro de uma bolha social-virtual. Como fica evidente nos comentários de suas postagens, ele é cercado de puxa-sacos, e uma boa parcela desses puxa-sacos são aqueles que vieram até ele por conta de sua proximidade com Olavo de Carvalho. Como já foi explanado aqui diversas vezes, Olavo é um farsante, e muitas de suas farsas eu mesmo fiz questão de desmascarar por aqui. Só que o Guru da Virgínia é um farsante esperto, ele criou uma seita de seguidores fanáticos que o defendem, quer ele esteja certo ou não, e Flávio, apesar de ser inteligente, saiu justamente desse nicho, não por acaso, em seu livro, ele cita o 'mestre' muito mais vezes do que o necessário para o contexto.

Morgenstern, por estar rodeado de pessoas que nunca o criticam, ou que fazem críticas mais 'amistosas', certamente ficou preguiçoso e, pelo que se nota em todo o site Senso Incomum, perdeu o empenho em fazer um serviço de qualidade. Isso tanto é verdade que o Senso Incomum é hoje um site de caça-cliques, cheio de manchetes sensacionalistas e tendenciosas que induzem o leitor a clicar apenas para se decepcionar com um conteúdo mais raso do que um pires.

Flávio resolveu então apostar na prolixidade. Seus textos, normalmente enormes, se tornaram extremamente superficiais e cheios de encheção de linguiça. O mesmo aconteceu com os podcasts. Se você é alguém que conhece o trabalho de Olavo de Carvalho nos últimos anos, certamente irá notar algumas semelhanças aí. O podcast de Morgenstern a respeito das eleições nos Estados Unidos é um emaranhado de frases soltas que mal se conectam entre si, além de pérolas que seriam dignas de um True Outspeak. O mesmo formato que Olavo de Carvalho adotou em suas 'aulas', Flávio tem seguido em seus podcasts:

1) Propõe um trabalho pretensioso, cujo título sugere muito mais do que a própria capacidade técnica dele lhe permite.
2) Sendo improvável que consiga cumprir a promessa feita no título dos podcasts, ele aposta em jargões e frases de efeito, que em geral são dignas de pena.
3) Toda a narrativa criada a partir disso é baseada em coisas sem nenhuma evidência, em afirmações logicamente incoerentes e alegações improváveis.

Só para se ter uma pequena ideia do nível de absurdos ditos nesses podcasts, no último Flávio chegou a dizer que "O Protocolo dos Sábios de Sião" foi forjado pela KGB, sendo que este documento já existia no século XIX, muito antes de a KGB sequer existir (este fato também é abordado por Guilherme Schneider no Sul Connection). Por acaso isso não lembra exatamente o jeito de um certo senhor que mora lá nos Estados Unidos? Não é comum a este senhor, justamente, o ato de dizer bobagens sem cabimento algum com o maior tom de autoridade possível?

Ouso dizer que Flávio Morgenstern poderia ser bom, sim. Ele poderia, mas o olavismo o transformou em um zumbi lobotomizado. A análise feita por Schneider, na qual vários erros dele são apresentados e desmascarados, mostra que não foi um mero relaxo de sua parte, mas um verdadeiro show de bobagens e desinformação, tudo isso baseado em 'sabedoria de boteco'. Grande parte das bobagens ditas por ele são o tipo de coisa que você ouviria de um tiozinho como Paulo Eneas em algum bar, entre um gole e outro de pinga. O conteúdo é recheado de bobagens que, em parte vêm da grande mídia anti-Trump (Globo, Grupo Folha, etc), em outra parte vêm da boca do próprio Guru.

A soberba de Flávio o cegou. Por ser rodeado de bajuladores, assim como seu 'mestre', ele se acostumou a não ouvir críticas, nem mesmo as construtivas, fato este que até será melhor explanado na segunda parte deste artigo, na qual pretendo trazer a reação ridícula dele diante de um apontamento feito no site Ceticismo Político, de Luciano Ayan.


A segunda parte será disponibilizada amanhã, dia 8.


'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();
Tecnologia do Blogger.