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O erro e a soberba: Como Flávio Morgenstern caiu de analista político a embusteiro (parte 2)

Este artigo é uma continuação. Para entendê-lo, leia a primeira parte aqui.

Na última sexta-feira, havia sido postado no site Ceticismo Político um artigo muito breve no qual foi citado o nome de Morgenstern. O caso é que em um de seus podcasts, o analista do Senso Incomum soltou uma pérola daquelas que chega a fazer meus ouvidos arderem. Disse ele, referindo-se a Hillary Clinton:
“A confusão de conceitos dela é brutal. Ela não sabe mesmo o que ela está fazendo, ela não sabe o que vai fazer ao mundo e ela não faz ideia das consequências do governo dela no mundo.”
Não preciso dizer - até porque o texto do Ceticismo Político já demonstrou isso - o quanto é lamentável um analista político, especialmente um que se orgulha de ser um hábil observador, comentar uma bobagem de tamanha grandeza. O problema poderia acabar aí, mas Flávio, imitando Olavo de Carvalho, foi até a página de Luciano Ayan no Facebook e fez um comentário lá, todo afetadinho, tratando a crítica - que até então tinha sido construtiva - como se fosse um ataque à sua honra.

Exatamente como o Guru boção da Virgínia, Flávio se mostrou como alguém que não sabe lidar com crítica alguma e que quer todos o amando e idolatrando o tempo inteiro. Aliás, o comentário abaixo, que ele fez na página, foi apagado por ele próprio depois, um claro sinal de que sabe que fez cagada, mas ao mesmo tempo um claro sinal de incapacidade de reconhecer, com alguma humildade, o seu ridículo erro.

Flávio escreveu, para Luciano Ayan:
Luciano, agradeço a menção elogiosa, mas… pelamordedeus, isso é post de Pragmatismo Político, não de Ceticismo Político. Fazer manchetezinha sensacionalista (!) porque COMPAREI Hillary a Putin e Trump, dizendo que os outros dois têm uma clareza muito maior e uma coerência muito maior de visão de mundo, enquanto Hillary não vai agüentar as conseqüências de seus próprios desmandos, separar a frase apartando-a do que disse ANTES E DEPOIS (ou melhor, por UMA HORA ANTES E DEPOIS) e então afirmar que eu disse que Hillary é “inocente” (ou seja: burra) e fazer esse siricotico todo beira o mau-caratismo.
É puro caça-click à troca de tentativa de boataria, algo completamente diferente do que costumo ler de você. E as moscas varejeiras que ligam pra isso são, justamente, as duas principais raças que justificariam o Holocausto. Primeiro os LEITORES DE MANCHETE, aquela turma que tem freada de caminhão de 24 eixos na cueca que SÓ LÊ o boato ridículo que você tentou provocar e sai por aí dizendo: “Ai, mimimi, que estúpido, ela tá envolvida em pedofilia, assassinato, ditadura, satanismo e ele acha que ela é INOCENTE” (ou seja, tudo o que EU denunciei por MAIS DE UMA HORA nesse podcast). É o alimento para os BINARISTAS PALPITEIROS DOS RÓTULOS, a camorra de comedores de cocô no palitinho que alarga o espalhafato e começa a dizer: “Ui ui ui, ele não é de direita, é esquerdista, libertário e socialista fabiano”.
Faça seu bom serviço sem tentar manchar reputações com boatinhos ridículos, isso não tem nada a ver com o que você costuma fazer. Esse post aí poderia ter sido escrito pelo Leonardo Attuch que não daria pra notar a diferença.
O tom da reação de Flávio é completamente desproporcional, mostra afetação excessiva e um ego enorme muito ferido. Felizmente não preciso destrinchar esses três parágrafos de besteirol, uma vez que o próprio Ayan o respondeu bem aqui. Seja como for, se você olhar a crítica apontada no Ceticismo Político e comparar com o comentário feito pelo Flávio, aquele que o próprio deletou - talvez por vergonha, fica nítido o exagero.

No primeiro artigo postado pelo Ceticismo Político não houve qualquer ataque a índole de Flávio, nem mesmo qualquer crítica que atingisse sua reputação. Foi apenas o apontamento de um equívoco que seria melhor não cometer, algo que ele poderia ter compreendido como construtivo, assimilado. A reação mostra que o analista em questão caiu bem alto do pedestal no qual se colocou, despencou lá de cima e bateu os beiços no chão. 

Assim como seu 'mestre', Flávio se deixou levar pelo ego, pelos puxa-sacos e pela quantidade imensa de gente que vem ludibriando com seus artigos fuleiros há pelo menos alguns meses, já que a qualidade do site Senso Incomum tem caído mais rápido do que aprovação do governo Dilma em 2015.


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