Header Ads

Parte da imprensa brasileira se recusa a chamar Fidel de ditador e prova que o jornalismo já está morto e enterrado

Uma matéria publicada pela Istoé, a respeito da morte do ditador e genocida Fidel Castro, acabou chamando minha atenção por ter se referido a ele como líder cubano e lenda do século XX, mas sem citá-lo como ditador.

Ao abrir a matéria, a primeira coisa que fiz foi apertar CTRL + F, e na busca escrevi a palavra "ditador", só para ver se ela aparecia no corpo da matéria. Aparecia, sim, mas só uma vez e ainda tratando como se fosse questão de opinião. Curioso é que a própria matéria reconhece, em diversas passagens, que Fidel governava como dono absoluto da ilha, e que havia somente o seu partido, e que o governo cubano é criticado por violações de direitos humanos. Assim mesmo, recusaram-se a chamá-lo de ditador e genocida, que é o que ele sempre foi.

Estranho, não é?

O fato é que nossos "jornalistas" há muito tempo não o são. Deixar de chamar as coisas pelo nome que lhes é apropriado já é uma forte evidência disso. Fidel Castro foi um ditador, assim como seu irmão, Raul Castro. Isso não é uma questão de opinião, é um fato que provavelmente nem ele mesmo negaria. Tratá-lo como herói - um homem que massacrou milhares de pessoas ao longo de sua vida e que deixou um país inteiro na miséria enquanto vivia no luxo - é um crime moral, chega a ser até anti-ético.

Qualquer pessoa minimamente decente precisa entender que já está mais do que na hora de ridicularizar esse tipo de profissional. O que eles fazem não é jornalismo, é propaganda.


'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();
Tecnologia do Blogger.