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2016: O ano em que jornalistas voltaram a criticar o governo

Ainda em maio, quando Michel Temer tinha recém assumido, os jornalistas começaram a fazer algo que não vinham fazendo há muito tempo: criticar severa e continuamente o governo.

O Globo, por exemplo, lançou uma matéria na qual mostrava "notas ruins" de matemática que Temer supostamente tirava na escola (isso faz uns 50 ou 60 anos, aproximadamente) e dizia, em seu título: "Responsável por recuperar a economia, Temer era mau aluno em matemática." Curiosamente, o fato de Dilma Rousseff ser economista formada e ter quebrado a economia do país raramente foi assunto discutido na imprensa.

O que se pode notar é que desde que Temer assumiu não houve um só dia sem críticas da grande mídia ao governo. Até mesmo coisas boas foram criticadas, como as reformas que já vinham sendo adiadas há décadas. E isso, no fim das contas, é o que jornalistas sempre deveriam ter feito: criticar o governo. Como disse George Orwell, jornalismo é aquilo que alguém não quer que se publique, qualquer coisa diferente disso é publicidade.

Importante nisso é que se pode notar a enorme diferença entre um trabalho jornalistico minimamente decente e um proselitismo sem vergonha de uma mídia manipuladora. A vista grossa feita na época em que Dilma governou chegou ao cúmulo do ridículo quando, ao noticiar coisas erradas feitas pela presidente, veículos de mídia mencionavam "o Planalto", sempre de forma impessoal, como se não fosse a própria Dilma a autora de seus atos.

Foi assim no escândalo dos cartões corporativos, que Dilma e Lula foram obviamente os maiores gastadores. Foi assim durante um bom tempo a respeito da compra da refinaria de Pasadena, aquela que a própria Dilma assinou em pessoa quando ainda era membro do Conselho da Petrobrás. Crimes gravíssimos passaram despercebidos, e até mesmo a clara e comprovada tentativa de obstruir a Justiça, em março deste ano, foi algo que a mídia explorou muito menos do que o mini-escândalo Geddel Vieira, algo que comparado ao que Dilma fez é uma bobagem - até porque tráfico de influência é cotidiano na política a nível mundial.

2016 foi um ano realmente formidável por nos presentear com estas maravilhas. Ver jornalistas chapa branca se tornarem inimigos do governo de um dia para o outro é algo que não tem preço.


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