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43 menções a Temer em delação não deveriam ser motivo de surpresa


Muitos trataram o caso como excepcional, como se a delação ter citado o nome de Michel Temer fosse motivo de surpresa. Não é. Ao contrário, é motivo para agir com segurança diante de tal obviedade.

É evidente que Temer não sairia incólume no meio desse turbilhão que afetou Brasília. Ele esteve no seio do governo petista desde que Lula era presidente, e com Dilma ele foi vice-presidente por duas vezes.

Temer apoiou o governo de Dilma até o início deste ano, quando finalmente o partido resolveu sair da base governista. Sem ele, a própria Dilma talvez nem tivesse sido eleita, e certamente não teria sido reeleita. O PT precisou do PMDB para chegar ao poder, um poder que não teria atingido tão facilmente sem a ajuda do maior partido político do país.

As 43 menções a Temer não deveriam sequer gerar tanto desconforto, uma vez que o homem fazia parte do mesmo pacote até poucos meses atrás. O fato de o PMDB ter articulado o impeachment de Dilma não isenta Temer, Cunha ou qualquer outro sujeito de qualquer culpa passada. Eles ajudaram o PT a levar seus planos políticos até onde eles foram. Sem PMDB, o PT não teria conseguido burlar as contas públicas no início de 2015, não teriam conseguido maquiar a economia.

O PT pode ser o pior criminoso, mas o PMDB foi cúmplice. Se era necessário tirar Dilma do poder? Claro que sim. O impeachment foi um acerto? Foi, sem dúvidas. A derrocada moral do PT foi necessária? Obviamente. Assim mesmo, todos sabem e sempre souberam que Temer era muito mais do que um vice decorativo, ela era um braço inteligente do poder, pois é um sujeito que ascendeu poderosamente em poucos anos.

O que vai acontecer agora é difícil dizer. Provavelmente Temer não cairá, mas o governo irá sangrar até sua última gota, até 2018 e, se for o caso, sangrará ainda mais depois.
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