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Guerra Política | Entenda a tática do "mimimi Mídia Golpista"

Não tem segredo, já é evidente que a extrema-esquerda utiliza o papo de que a imprensa é golpista com consciência de que esta é apenas uma meia verdade. É meia verdade porque é claro que a maior parte da grande mídia é mesmo golpista, mas não é uma verdade inteira quando isso é dito pela extrema-esquerda, pois ela é a maior beneficiada com o golpismo da mídia.

Todos sabem que jornais como Folha de São Paulo, ou até mesmo o próprio Grupo Folha/UOL são veículos de esquerda. A BBC, o The Guardian e o New York Times também são, assim como a própria Rede Globo. Isso é evidente a partir das linhas editoriais de seus jornais, dos roteiros de seus programas de TV e novelas, etc. Há poucas semanas o programa de Marcelo Adnet apresentou um quadro no qual, ao lado de Ivete Sangalo (que tem contrato com a Globo), apresentou músicas populares em versões politicamente corretas.

Frequentemente estes veículos de informação fazem o trabalho de desinformar, o que é prática comum da extrema-esquerda. Os ataques da Folha de São Paulo a Michel Temer tão logo Dilma caiu foram, em boa parte, desonestos, isso para dizer o mínimo. A cobertura que estes veículos deram para as manifestações de protesto contra o PT também foi canalha. Enquanto o Datafolha dizia ter 200 mil pessoas onde havia 1 milhão, o UOL fazia cobertura de um protesto do PT no Rio que teve menos de 200 pessoas.

Apesar disso tudo, a extrema-esquerda e em especial os movimentos ligados a grandes partidos continuam com a narrativa de que a mídia é de direita, que é golpista e que foi a mídia que derrubou Dilma. Por quê?

É porque faz parte do pacote, simples assim. Imagine se um cara como Marcelo Freixo chegasse para a sua militância e dissesse: "Ei, pessoal, recebi 100 mil reais de artistas da Globo em um jantar refinado organizado pela esposa do Caetano Veloso." Nunca vai acontecer, não é? Ele jamais vai dizer que recebeu apoio da Rede Globo, que a emissora o ajudou tentando queimar o filme de seu concorrente Crivella, etc.

Uma charge do Latuff, pra ilustrar bem a ideia.

Imagine se Lula chegasse para o povo e dissesse: "Gente, estou recebendo apoio de Edir Macedo, é por isso que ele mantem o Paulo Henrique Amorim na emissora e é por isso que ele ficou ainda mais rico durante meu governo." Se ele fizesse isso, ia parecer uma fraude, não é?

Dizer que tem apoio da mídia ou simplesmente reconhecer isso seria uma péssima estratégia. É bem melhor fingir que é a vítima, que está conquistando suas vitórias "apesar de uma mídia golpista e manipuladora"... A narrativa de ser um perseguido pelos poderosos sempre funcionou.
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