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No atual cenário, acreditar em "novas eleições" beira ao cúmulo da ingenuidade

Diante dos escândalos de corrupção que têm feito a República sangrar, especialmente após as últimas delações, muita gente passou a acreditar que pedir por "novas eleições" é uma forma de sanar o problema. Não é.

É preciso, antes de mais nada, analisar as coisas friamente e ver quem é que tem mais a ganhar com uma nova eleição no atual momento. Certamente não é o povo - aliás, quase nunca é. A estratégia de pedir novas eleições já vinha sendo usada pela extrema-esquerda desde a primeira metade do ano, quando o impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado na Câmara dos Deputados ainda em abril. Por que será?


É porque no atual cenário, a extrema-esquerda tem várias oportunidades, inclusive porque ela preparou o terreno - como de costume - para diversas possibilidades. Lula, por exemplo, não pode ser candidato hoje porque é réu, mas eles ainda têm Marina Silva, que bem ou mal ficou na terceira colocação nas eleições passadas e também na retrasada. Eles têm Ciro Gomes, que em 1998 e 2002 ficou na terceira colocação também e que já foi um dos deputados mais votados da história do Ceará.

Além disso, a extrema-esquerda pode lançar outro nome pelo PT, mesmo que não seja para ganhar, mas para dividir votos. Haverá também um provável candidato do PSOL, outro do PSDB, que não chega a ser extrema-esquerda, mas ainda é esquerda. A direita tem o quê? Ronaldo Caiado, que nem é ainda certeza? Jair Bolsonaro, que é menos certeza ainda e um óbvio candidato a derrota?

Aliás, o próprio Ciro Gomes é alguém que tende a roubar votos de Bolsonaro, uma vez que ambos são ex-militares e têm estilos bem parecidos. Em uma nova eleição, se feita agora, quem mais teria chances seriam justamente as mesmas pessoas que estavam no poder até pouquíssimo tempo atrás, e isso tudo sem mencionar os altos custos de se organizar uma nova eleição, o tempo que levaria até tudo ficar pronto e o período de campanhas. Se começássemos agora, a disputa só viria a ocorrer em meados do ano que vem, e então elegeríamos um presidente para cumprir menos de dois anos de mandato. Para quê?

A direita que aderiu a esta ideia está, certamente, sendo feita de boba. Só quem tem a ganhar com esse cenário é a extrema-esquerda, até porque ela quer mais desestabilização. Fora isso, também há o fator primordial nisso tudo: Se o problema é a corrupção, de que adiantaria eleger qualquer um dos candidatos citados? Ciro, Marina, Aécio Neves... Que diferença faria?

Derrubar Dilma não foi apenas uma "luta contra a corrupção", foi uma luta contra o totalitarismo, e esta batalha foi vencida - ao menos por enquanto. Tirar o PT do poder e achar que a corrupção iria mesmo acabar é de uma estupidez tacanha, o objetivo nunca foi esse. 
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