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O comunismo como metodologia e a inutilidade das discussões ideológicas

A preocupação que boa parte dos liberais, libertários e conservadores têm em discutir questões ideológicas como se elas realmente fossem importantes diz muito a respeito dos avanços que a extrema-esquerda fez nas últimas décadas, ainda que agora ela esteja recuada.

Grande parte das perdas que a extrema-esquerda teve nos últimos anos não é fruto da oposição. O mérito, em boa parte das vezes, não foi da direita, dos reacionários, dos liberais ou de quem quer que seja senão dos próprios esquerdistas. Eles deram tropeços significativos, pois apesar de espertos não são infalíveis. O PT chegou muito perto de tomar o controle do país em nível ditatorial e, por alguns erros cometidos ainda na era Lula, a legenda acabou escorregando. Hoje podemos dizer que, apesar dos méritos de alguns movimentos de direita, boa parte da derrota da esquerda foi conquistada por ela própria.

De qualquer forma isso não é um problema. Há oportunidades aí que podem ser aproveitadas. Para isso, entretanto, é necessário que a direita liberal ou conservadora, ou até mesmo os libertários e anarquistas não alinhados à esquerda, entendam de uma vez por todas que a discussão não é ideológica. A ideologia nunca importou para eles e nunca vai importar. A extrema-esquerda já sabe há muito tempo que o plano marxista original é falho em seu prisma puramente econômico, eles sabem que o socialismo nunca será bom para os mais pobres. Não é por acaso que tenham se reorganizado e feito diversas releituras adaptadas da obra de Marx. Os liberais, por outro lado, patinam há décadas na mesmice. Isso tem que parar.

A extrema-esquerda não é uma ideologia, é uma forma de comportamento. O comunismo não é mais uma ideologia, trata-se de um método de tomada de poder através da progressão - lenta ou não - do movimento em sociedade. Conforme toma espaços, o movimento cresce. Conforme suas políticas avançam, o partido ou os partidos avançam. Se os liberais quiserem insistir no debate econômico, eles já saem perdendo, porque a batalha já não é mais sobre economia desde que Carl Menger refutou a tese econômica de Marx.

Ouso dizer que discutir economia com comunistas é tão útil quanto fazer gols em um jogo de basquete, no qual para vencer é preciso fazer cestas. É útil se você quiser perder. A batalha intelectual existe, sim, mas ela está nos campos cultural e político. Enquanto os liberais e os conservadores permanecerem tentando provar o quanto o comunismo é economicamente falho, e enquanto os comunistas continuarem atacando estes mesmos liberais e conservadores mostrando como eles são malignos, como são egoístas que só gostam de empresários e o quanto eles são racistas, xenofóbicos e misóginos, a batalha será perdida.


A estupidez liberal-conservadora está em crer que o oponente é estúpido porque ele "apoia uma ideia que vai dar errado", quando a verdade é que o oponente é que é errado por essência, quando ele é quem deve ser combatido, não sua ideologia. Essa disputa é uma disputa moral, temos que lutar pelos corações e pelas almas das pessoas, não por suas mentes matemáticas. Se for necessário apelar sistematicamente para derrotar um inimigo canalha, é não apenas aceitável fazer como é necessário.

Quem fica preso a valores morais estúpidos diante de oponentes cujo único valor moral é vencer a qualquer custo está fadado a acabar pendurado em uma forca. Essa rixa idiota entre liberais, libertários e conservadores pode até permanecer, não há problema em existir divisão entre eles. Porém, estrategicamente, é preciso focar toda a energia necessária para aniquilar a extrema-esquerda da vida política. Nós não temos que vencê-los apenas no debate, temos que erradicá-los moral e politicamente, temos que sufocá-los até que não possam mais respirar.

A moral comunista diz que tudo o que é a favor do movimento é correto, mesmo que seja errado. Porém, tudo o que for contra o movimento é errado, ainda que seja correto. A nossa tolerância e a honestidade intelectual, dentro deste contexto de guerra, são defeitos, não qualidades.

Na guerra, só os espertos e oportunistas vencem!
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