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Politicamente correto? Tenho uma proposta tática sobre isso

Hoje meu amigo Eric, do blog O Reacionário, publicou um texto a respeito da "polêmica" envolvendo o Alê Oliveira, da ESPN, o maluco que faz os "decretos" todas as sextas. Embora não acompanhe muito futebol, sei bem do que se trata o quadro dele no programa e tenho conhecimento das terminologias ali usadas, que aliás têm ligação com a página Cenas Lamentáveis, do Facebook.

No texto, Eric se refere ao caso como "politicamente correto", da mesma forma que já me referi por aqui a casos semelhantes. Contudo, tenho uma proposta para lidar com isso de maneira mais tática e eficiente. Esta proposta consiste em duas etapas, e a primeira será abordada aqui.

O primeiro passo que vejo na Guerra Política é o controle da narrativa. Para mim, é peça fundamental em qualquer combate ideológico e político que você, se quiser vencer, esteja do lado que dá as cartas, não do lado que recebe. Quem dá as cartas é quem controla a direção do jogo. Assim sendo, considero hoje que chamar esse tipo de coisa com termos como "politicamente correto" é, de certo modo, assumir uma posição defensiva, é como se eles estivessem de fato bem intencionados, é como se nós tivéssemos que aceitar um conceito que, na prática, não reflete a realidade e ainda os beneficia.

O que estes sujeitos fazem não é correto, nem na prática e nem nas intenções. Não há boas intenções por trás dessa prática e nunca houve. O correto, portanto, é que nós passemos a chamar pelo nome adequado, aquilo que representa o que é: fascismo cultural.

A diferença entre o fascismo político e o cultural é bem óbvia. O primeiro impõe regras por meios de leis, a nível social, e faz uso direto da força em caso de resistência. A Venezuela de hoje enfrenta uma forma de fascismo que é político, não cultural. Já o fascismo cultural não precisa necessariamente fazer uso da força física, até porque se o fizer acaba perdendo o efeito desejado. O fascismo cultural é uma prática moral, trata-se de constranger oponentes políticos ou até mesmo pessoas alheias a este meio, com a clara finalidade de silenciá-las pela perda de respeito progressivo.

Ou seja, o fascista cultural não vai bater em você e te enfiar em uma cela - ao menos não em um primeiro momento. Ele vai, através do constrangimento, tentar fazer com que você se sinta acuado, desmoralizado e consequentemente silenciado. A tática consiste em te derrubar moralmente perante o grupo social presente com o objetivo de que você se cale e escute, sem espaço para expressar o que pensa.


A patrulha ideológica tem como movimento de ataque o escárnio público e a pressão social. Os patrulheiros encurralam seus opositores e todos aqueles que "ousam" violar as regras do jogo com acusações, imputações e com uma beligerância absurda. Os ataques feitos com o Alê Oliveira, como bem destacou Eric, tiveram finalidade política muito clara. Assim foi também quando atacaram Mc Biel ou quando caíram de pau em cima de Rachel Sheherazade. Estas pessoas que foram duramente atacadas nem sempre tinham relação com questões políticas, mas todas elas cumpriam ou cumprem papel desafiador, indo contra o status quo vigente, e é por isso que elas incomodam certos grupos.

Visto tudo isso, proponho que em vez de nos referirmos a esses casos como "politicamente corretos", passemos a chamá-los pelo que são: fascismo cultural. Aliás, o blogueiro Luciano Ayan, do site Ceticismo Político, já vem utilizando este termo há algum tempo, mas o ideal é que ele passe a "viralizar" entre a direita brasileira.
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