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Se você discute o que seu inimigo quer que seja discutido, você já está perdendo!

Muitas vezes é inevitável, mas sempre que possível, especialmente na política, evite lutar dentro de um ringue que você não preparou e sob o qual você não exerça nenhum controle.

Discussões e debates costumam ter pautas, e geralmente a pauta é escolhida por alguém. Na política, quando você tem a oportunidade de pautar a discussão, não apenas você deve fazer, mas também deve fazer de modo que gere desvantagem ao adversário. No entanto, quando você não tem o controle da pauta e acaba sendo convidado a uma situação desfavorável, ou mesmo em uma situação sobre a qual não tenha como controlar as variáveis, a melhor opção é partir em retirada ou, simplesmente, usar uma postura ofensiva o suficiente para que seu adversário recue.

Um exemplo que podemos usar aqui é o seguinte:

- Aconteceu um estupro e, como de praxe, esquerdistas quiseram pautar o debate a respeito do tema sob a ótica deles, trazendo a tona a questão do machismo institucional e essas bobagens costumeiras. No entanto, este é um debate que liberais, libertários ou conservadores não têm que fazer. Nós não temos que discutir o "machismo institucional" porque ele sequer existe. Nós não temos que discutir a "cultura do estupro", pois ela também não existe, ao menos não no mundo ocidental.

O que resta, em casos assim, é que nós puxemos a discussão para o nosso campo de batalha. No caso de um estupro, se é para debatermos, temos que debater sobre a impunidade, sobre o fato de que um estuprador aqui no Brasil não é devidamente punido, mesmo quando descoberto. Também podemos trazer a discussão sobre o porte de armas, que poderia evitar ou pelo menos reduzir muito os casos de violência contra mulheres.

Por que temos que agir assim? Porque este é um terreno confortável para nós, mas não é confortável para eles. Quando o assunto é segurança, porte de armas ou impunidade, possuímos uma tremenda vantagem, uma vez que todas as propostas da extrema-esquerda nesse sentido são risíveis ou simplesmente não existem. Por isso, pouco importa a discussão sobre o "machismo institucional", ele não existe de verdade. Debater sob esse aspecto só favorece nosso adversário.

O fato é que não devemos, exceto quando inevitável, discutir dentro das regras que o inimigo estipulou. É preferível não debater sobre machismo do que debatê-lo e atender ao interesse do seu opositor. Nós temos que começar a pautar as discussões, não apenas entrar nas discussões já pautadas pelos outros.


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