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A "estratégia" de Bolsonaro é só mais uma grande burrada, não importa o que você ache!

Foi postado mais cedo aqui no site um texto sobre a extrema burrice de Jair Bolsonaro, que se candidatou à presidência da Câmara e conseguiu a proeza de ser menos votado do que Luiza Erundina, a velhinha irrelevante do PSOL que ninguém sabe quem é.

Diante disso, muitos fãs do deputado vieram até a página no Facebook para encher o saco. Fiz questão de ler todos os comentários e analisar o perfil de cada um. Sem exceção, todos que criticaram o texto eram bolsominions convictos, do tipo que compartilham coisas do deputado dia e noite. Isso, ainda assim, não chegaria a invalidar os comentários, o que os invalida é que eles são tão estúpidos quanto o próprio Bolsonaro. Vamos a alguns deles:

- "O próprio Bolsonaro disse que se candidataria só para falar durante 10 minutos na tribuna."

Então o nobre deputado acha que o povo vê TV Câmara? Que tolice!

Primeiramente, ele pode discursar quando quiser, pois em todas as sessões há um espaço para palavra livre e basta que os deputados se inscrevam. Ainda assim, isso é bobagem. O povo vê mesmo é a edição do Jornal Nacional, que obviamente não conteve 1% do discurso que ele fez. Faria mais sentido abrir um canal no Youtube e mandar vídeos para lá do que perder tempo discursando em um lugar no qual ninguém vai ouvi-lo.

- "A estratégia dele é boa, ele não tem apoio da classe política, mas tem do povo. Em 2018 vamos ver quem ganha!"

A criança de dez anos que escreveu isso aí pensa que estamos nos EUA, pensa que Bolsonaro poderá repetir o feito de Trump. Esta é uma inocência que chega a me dar pena.

Infelizmente, o sistema político americano é bem diferente do nosso. Lá, Trump pode concorrer à presidência a despeito do que pensavam os Republicanos. Grande parte do partido ficou contra, mas ele teve maioria de delegados e ponto final. O sistema norte-americano, aliás, é muito mais razoável do que o nosso. Aqui, para alguém ser candidato, é o partido que precisa aceitar, e esta foi inclusive a desculpa esfarrapada que o deputado usou em 2014 quando disse que não seria candidato porque seu partido, na época o PP, não aceitou sua candidatura (o que aliás foi mesmo uma desculpa, mas isso fica para outro dia).

O fato é que se chegar em 2018, mês de abril, e o nobilíssimo deputado não tiver o apoio de seus coleguinhas do PSC, ou de qualquer partido onde esteja até lá, ele não será candidato a nada e fim de papo. É por isso que se esse sujeito realmente quisesse ser presidente, dentro do sistema eleitoral brasileiro, sua estratégia teria que levar em consideração que ele precisa de apoio de ao menos uma parte da classe política, especialmente das pessoas de seu próprio partido.

- "Bolsonaro tem o apoio do povo e teve mais votos do que o Rodrigo Maia."

Isso é irrelevante, especialmente porque meu texto deixava claro que a eleição de Maia era só um jogo de cartas marcadas. Naturalmente o tolo que disse isso nem se deu ao trabalho de ler o que foi escrito. O que comparei foi o fato de que uma zé ninguém como Luiza Erundina, de um partido que tem apenas seis deputados, conseguiu fazer mais que o dobro de votos do que o homem que diz querer ser presidente do país, cujo partido tem dez deputados.

Chamar isso aí de estratégia é coisa de moleque. Bolsonaro tem a faca e o queijo na mão, ele tem um discurso que apela ao povo e poderia, de fato, ser uma alternativa para a direita. Ele poderia ser o Reagan brasileiro, mas escolheu ser uma versão burra do Enéas Carneiro.




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