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Aprenda a debater (pt 5) - Sufoque seu inimigo para que você nem precise enfrentá-lo!

Esta é sem dúvida nenhuma a mais importante das regras que vou passar aqui, e o motivo para que seja a mais importante é justamente porque ela poderá te fazer poupar tempo, energia e ainda lhe fará evitar riscos desnecessários.

Você já deve ter percebido que os debates organizados pela extrema-esquerda possuem um padrão: eles não chamam participantes de oposição, exceto se tiverem a intenção e a possibilidade de humilhá-los. Normalmente escolhem um tema para debater e chamam pessoas alinhadas com o que eles desejam que seja debatido. Isso se chama controle de pauta, uma delimitação para fazer com que a conversa gire em torno daquilo que é o objetivo deles, não do tema em si.

Houve, por exemplo, um debate sobre a legalização das drogas em 2015 ou 2016, não me recordo exatamente. No evento, participaram figuras como Jean Wyllys, Fernando Henrique Cardoso e outras pessoas que pensam de forma muita similar sobre o assunto. Em resumo, todos os debatedores eram favoráveis à legalização e tinham entre si poucas ressalvas. Eles não deram espaço para um conservador, para um liberal ou mesmo para qualquer pessoa que se opusesse a eles - e um liberal de verdade tem que no mínimo saber a diferença entre legalizar e liberar, só para ficar claro.

O que eles fazem, nestes casos, é algo muito inteligente. Em vez de perderem um precioso tempo debatendo de verdade e correndo o risco de serem desmascarados por um adversário esperto, eles controlam a pauta e fazem com que a plateia seja induzida, de maneira sutil, ao pensamento único. Obviamente, em um debate sobre privatizações eles também não chamariam nenhum liberal ou conservador, assim como não o fariam em um debate sobre aborto ou desarmamento. A finalidade máxima embutida nisso tudo é fortalecer as ideias e as causas do movimento em si, é uma forma de reforçar suas pautas e reafirmar seus supostos ideais diante da militância.

Quando um liberal organiza um debate, entretanto, ele frequentemente quer ser "plural". Para isso, chama um comunista, um social-democrata, um nacionalista de direita e um anarquista. Isso acontece porque a psiquê liberal funciona de modo diferente da psiquê de um esquerdista, e isso é um fato. Enquanto o primeiro procura a sintetização das suas ideias em suas ações práticas, o segundo procura transformar o mundo conforme seus interesses práticos, e ele apenas usa as ideias que supostamente defende para este fim. É por isso que frequentemente se vê socialistas defendendo coisas que são, a priori, logicamente contraditórias; eles simplesmente não ligam desde que sirva à causa!

A sugestão que quero dar aqui é para que passemos a fazer o mesmo.

Imagine um contexto regional, um movimento liberal que atue dentro de determinada cidade. Ao organizar qualquer tipo de evento, seja uma palestra pública, um debate ou o que quer que seja, o certo é que esse movimento não dê espaço para seus inimigos. Ao contrário, ele deve deixá-los de lado, evitá-los, mantê-los sufocados em um cantinho sem dar a eles nenhuma notoriedade senão o escárnio ou a exposição de seus erros.

Em Joinville, cidade na qual eu vivo, os movimentos de esquerda não são muito fortes. Eles são em sua maioria pequenos e pouco organizados, são até fracos de certa forma. Esta é uma vantagem de regiões provincianas e conservadoras: aqui as pessoas só querem saber de trabalhar, estudar e crescer na vida, por isso a militância universitária é, embora existente, muito limitada. Se eu fosse organizar algum tipo de evento público aqui, jamais chamaria qualquer participante de esquerda, jamais daria a ele a chance de aparecer para o meu público alvo e tentar cativá-lo. Não há um motivo sequer para isso!

No lugar de chamar esquerdistas para debater ou palestrar, tentando ser "plural", eu chamaria outros liberais, libertários e conservadores, e faria do evento uma forma de aglutinar seguidores e apoiadores para a causa. A pluralidade liberal é uma tolice ideológica, na prática não serve para absolutamente nada. Para que dar espaço ao inimigo dentro de sua casa se você pode deixá-lo do lado de fora?

É por isso que esta regra é a mais importante. Se você tiver como evitar o embate direto, se tiver como deixar seus inimigos de canto, especialmente em situações como as descritas aqui, é vantajoso fazê-lo. Deixar seu adversário na irrelevância demonstra descaso, e o seu descaso fará com que ele se irrite e cometa erros. Quando ele errar, você o ataca em situação na qual estará em plena vantagem.

Se você puder ser altivo e soberano, deixando que seus inimigos permaneçam como uma ralé desprezível e infame, todas as pessoas vão vê-los exatamente assim. Seu desprezo pelo inimigo, é claro, deve ser fingido. Jamais o despreze de verdade, pois ele sempre pode surpreendê-lo. Finja desprezá-lo, para manter a imagem de alguém seguro de si, mas permaneça sempre de olhos bem abertos.
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