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Está na hora de nós monopolizarmos as virtudes a nosso favor

Obviamente não me surpreende - e quase nem me incomoda - o fato de socialistas e esquerdistas em geral utilizarem de trapaças retóricas, mentiras e desvirtuações para defenderem suas causas. Também não fico surpreso quando vejo ou ouço algum deles usurpando as bandeiras dos outros e fingindo se importar com elas. Já escrevi sobre isso.

Considero isso parte de uma boa estratégia. Após os fracassos econômicos e sociais do socialismo no século passado, é natural e até tolerável que mudem o discurso. Defender os gays, os negros, as mulheres, mesmo que só da boca pra fora, é uma tática discursiva inteligente e eficaz e ela tem mostrado resultados positivos para a esquerda. Socialismo nunca foi liberdade, disso há provas de sobra, mas provas não são de grande utilidade diante de uma boa retórica, especialmente quando seu público alvo é a massa heterogênea de pessoas chamada "sociedade".

Foi a partir desta visão que se criou a tática de monopolizar as virtudes. Por isso a extrema-esquerda sempre chama qualquer opositor de elitista, racista, homofóbico, enquanto ela própria se mostra do lado dos pobres, dos negros, dos gays, do meio-ambiente, e por conseguinte dizem defender a tudo isso ao mesmo tempo em que lutam pelo socialismo; afinal, tudo o que há de ruim é atribuído a nós, seus rivais, os "capitalistas". Essa tática só tem perdido seu efeito nos últimos anos por conta do uso exagerado. Se a esquerda radical tivesse conseguido atuar de maneira um pouco mais contida, mais sutil, talvez ela não tivesse despertado a fúria e a reação de tantas pessoas.

Tudo isso descrito acima é um resumo do que aconteceu nos últimos anos, com os avanços do radicalismo de esquerda que acabaram se tornando o status quo. Hoje, temos uma vantagem. Graças ao fato de que esquerdistas se tornaram hegemônicos culturalmente e, em certo nível, até mesmo politicamente, a verdadeira rebeldia está em contrariá-los. Como disse Paul Joseph Watson, em um de seus vídeos mais recentes, conservadorismo - ou libertarianismo - é a nova contra-cultura. A propósito, veja o vídeo, porque é muito bom:





Agora, já é dada a hora de nós, liberais, libertários e conservadores, darmos o nosso melhor e monopolizarmos as virtudes a nosso favor. É mais do que urgente, aliás, que comecemos a vender nossas ideias como aquelas que podem salvar as pessoas e a sociedade dos problemas atuais, enquanto devemos também vender nossos inimigos como aqueles que defendem a continuidade, aqueles que oferecem risco.

Um exemplo que posso dar aqui é a questão do desarmamento civil. Já não é mais uma questão de discutir os resultados do estatuto, porque ele já é comprovadamente um fracasso. O foco, agora, deve ser em destruir a reputação daqueles que ainda defendem a ideia, daqueles que estão apoiando a restrição de armas. A população está refém de uma situação trágica, e toda essa situação é responsabilidade direta ou indireta da extrema-esquerda e de seus movimentos e partidos.

Se hoje há um caos completo em termos de segurança pública, isso é fruto das políticas adotadas pela extrema-esquerda nos últimos anos. Se hoje as pessoas não conseguem mais se sentir seguras, idem. Temos que colocar isso na conta deles, temos que deixar claro quem são são os culpados e fazer com que as pessoas vejam neles a inimizade. É necessário apontar o dedo e dizer: "Aqueles são os culpados pelos seus problemas, nós viemos ajudar."

É isso. O momento não poderia ser mais propício. Porém, essa janela não vai durar para sempre. Se não fizermos isso agora poderá ser uma oportunidade perdida.
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