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Família Bolsonaro: Gogó demais, ações de menos!


Ironia das ironias, poucos dias depois de ter atacado Fernando Holiday por seu voto no PT na Câmara de São Paulo, fato do qual tratei aqui, o irmão de Eduardo Bolsonaro, o deputado estadual Flávio Bolsonaro, votou contra a privatização da CEDAE, no Rio de Janeiro, e com isso acabou votando lado a lado de psolistas, petistas, pedetistas e até gente do PCdoB. O voto de Flávio foi igualzinho ao de Marcelo Freixo, por exemplo, e atendia aos interesses dos sindicatos aparelhados pela extrema-esquerda.

Como de praxe, após fazer a besteira a família surge com uma "justificativa", um pretexto para explicar o feito que, na prática, não significa nada. Flávio fez um vídeo e postou em sua página "explicando", mas sem explicar muita coisa. Na realidade o padrão comportamental da família sempre foi esse: fazer cagadas para depois tentar justificá-las com mentiras e meias verdades. Só se surpreendeu com o voto de Flávio quem não conhece o longo histórico da família.

O caso aqui é que nós, da direita liberal ou conservadora, temos todos os motivos do mundo para jamais darmos nossa confiança nesses sujeitos. Em 2010, por exemplo, Jair Bolsonaro votou a favor de um aumento de 80% em seu próprio salário, fato que passou totalmente despercebido porque naqueles tempos ele ainda não tinha a base de fãs que tem agora. No ano passado, o irmão de Flávio, Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio de Janeiro, se absteve nas duas votações pelo Uber na cidade, e na ocasião a situação foi idêntica. Ou seja, os seguidores cobraram uma resposta e ele gravou um vídeo se explicando.

Eduardo Bolsonaro, em 2015, votou a favor de um projeto que visava dar o direito a passagens de avião para esposas de parlamentares. Quando questionado por um seguidor, ele respondeu que "não tem esposa", como se isso justificasse alguma coisa. 

Sem querer me estender mais, já é sabido que a família tem longo histórico com esse tipo de atitude suspeita. Depois de feito, eles sempre aparecem em algum vídeo sorrindo e se justificando, mas nunca conseguem realmente apresentar fatos que embasem suas decisões, o que só deixa tudo mais suspeito. A julgar pelo fato de que Jair Bolsonaro, na década de 90, ajudou os comunistas do Congresso contra as privatizações, não dá para dizer que foi realmente surpreendente a ação de Flávio hoje na ALERJ. O mal é de família.

Também é mal de família desperdiçar absolutamente todas as oportunidades que têm para real e efetivamente combater a extrema-esquerda. Um exemplo recente disso, aliás, foi a cuspida de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro. A situação era extremamente favorável para Bolsonaro, que poderia ter tirado um enorme capital político em cima disso e poderia até ter articulado para escorraçar o psolista lá da Câmara. Em vez disso, o que ele fez? Um vídeo sorrindo e debochando, e como se não bastasse quando o partido entrou com pedido de cassação por quebra de decoro ele e seu filho Eduardo ainda aparecem com um vídeo adulterado que, obviamente, será usado para absolver Jean.

A família Bolsonaro é isso mesmo. Muito gogó e pouca ação prática. Quando é necessário que eles ajam, eles sempre pisam na banana. Quando se espera que eles tenham uma postura coerente com o discurso, eles fazem o mesmo que toda a velha classe política sempre fez. Isso tudo só prova o que pessoas sensatas já sabiam: Bolsonaro nenhum é mais confiável do que qualquer político da velha guarda.
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