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Guerra Política | Contenção

Li um texto há muitos anos sobre linguagem corporal avançada. O texto tinha outra finalidade, falava sobre o uso da contenção como forma de obter sucesso no meio social. Aqui, quero trazer a ideia para um outro nível, que é o nível político.

Em primeiro momento, vamos entender que contenção, neste caso, tem relação com o verbo "conter", no sentido de resguardar, guardar para si. Em inglês o termo usado seria algo como "restraint". Dito isso, a forma como isso se aplica no meio político tem a ver com uma das regras desenvolvidas por Saul Alinsky, a de que o poder não é apenas o que você tem, mas aquilo que seu inimigo acha que você tem.

No ambiente político comum sempre temos adversários, e a melhor maneira de obtermos o necessário respeito deles e, ao mesmo tempo, a admiração de nossos seguidores, é nunca mostrarmos nossos limites. Devemos evitar mostrar todo o nosso potencial de uma só vez, exceto quando isso for estritamente necessário. O princípio por trás disso é simples: manter os adversários no escuro, sem que eles saibam qual o limite de nossas forças, e ao mesmo tempo manter uma aura de "mistério" que nos tornará mais atraentes entre nossos seguidores.

Agir com contenção significa mostrar segurança, firmeza e convicção, mas jamais demonstrar todo o nosso poder para as pessoas. É preciso ter uma "reserva", algo só nós mesmos saibamos possuir em nossas mãos, uma espécie de "poder secreto" que fica guardado para ser usado somente quando preciso. Desta forma, conseguimos surpreender as pessoas, e se as surpreendermos algumas vezes elas nunca vão saber o que esperar depois.


No artigo que mencionei lá em cima, sobre linguagem corporal, o exemplo do baterista John Bonham, do Led Zeppelin, era mencionado. De fato, a menção é justa. Bonham era tecnicamente tão bom quanto diversos bateristas bons que já existiram, mas ele tinha uma característica que o mantinha acima de todos: a contenção. Ninguém jamais soube qual era o seu limite, ele nunca mostrou. A cada show, a cada disco lançado, ele surpreendia fãs e críticos fazendo algo inovador, algo diferenciado, algo que ninguém esperava ouvir.

Se aplicarmos este princípio à política, tendemos a alcançar mais sucesso.
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