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Guerra Política | Pesquisa eleitoral

Uma pesquisa de intenção de votos para uma eleição tem, normalmente, duas finalidades. Quando ela é feita de maneira honesta, a intenção geralmente é fazer um "estudo de campo", especialmente para estas pesquisas que ocorrem fora de período eleitoral. Os próprios partidos fazem a encomenda para saberem se um pré-candidato é mesmo viável para o pleito. Há, no entanto, uma segunda utilidade prática para pesquisas, que é a propaganda, e é sobre isso que vamos tratar aqui.

Qualquer pessoa que acompanha a política sabe que pesquisas são feitas, em boa parte das vezes, com o objetivo de propagandear a suposta popularidade de um candidato, e por isso convido o leitor a analisar os detalhes. Recentemente, algumas pesquisas apontaram Lula e Bolsonaro como favoritos pelo povo, mas qual é a real popularidade dos dois?

Aos fatos:

- Lula fez um comício neste fim de semana para pouquíssimas pessoas, foi um completo fiasco. No ano passado, em São Bernardo do Campo, seu berço eleitoral, Lula não conseguiu eleger seu próprio filho como candidato a vereador. No Rio de Janeiro, a candidata da esquerda que recebeu apoio declarado de Lula foi Jandira Feghali, que ficou com a sétima colocação no pleito, perdendo feio a disputa. Em Porto Alegre, o candidato petista nem chegou ao segundo turno, e em São Paulo Fernando Haddad amargou uma vergonhosa derrota para João Dória. Tudo isso, é claro, só para mencionar alguns exemplos.

- Jair Bolsonaro teve duas manifestações, no ano passado, em maio e julho, organizadas por seus seguidores. A ideia era reunir apoiadores do deputado nas principais cidades do país. No entanto, os atos foram um completo fiasco. Em São Paulo não conseguiram reunir nem mesmo 500 pessoas, e no Rio de Janeiro, seu berço eleitoral, foram menos pessoas ainda. Em cidades menores os atos foram fraquíssimos, chegando a reunir em alguns locais menos de 20 pessoas. Seu filho, Flávio Bolsonaro, foi candidato a prefeito no Rio de Janeiro, mas ficou apenas em quarto lugar na disputa, perdendo feio para Crivella, Freixo e Pedro Paulo, mesmo tendo um discurso que agrada muito mais a população do que o psolista. Além disso, o mesmo Jair Bolsonaro se candidatou a presidência da Câmara dos Deputados no início do mês, e mesmo com o PSC tendo dez deputados federais, ele conseguiu apenas quatro votos. Na enquete feita pelo seu próprio filho no Twitter, ele perdeu feio para Lula, que teve 71% dos votos contra apenas 28% para ele.

Estes são os fatos relacionados aos dois pré-candidatos, e aí cabe ao leitor, tanto o petista quanto o bolsominion, arranjar as desculpas e justificativas esfarrapadas que preferir. Aceitar ou não aceitar os fatos não é suficiente para alterá-los.

Se for o caso, podemos analisar outros fatores relacionados a outros candidatos, um exemplo disso é a própria vitória de João Dória no ano passado, que não foi prevista por pesquisa nenhuma. Aliás, São Paulo foi o caso mais notório em que as pesquisas foram utilizadas como ferramenta de propaganda, já que todas elas mostravam Russomanno e Marta na disputa, enquanto colocavam Dória e Haddad para trás, e foram justamente eles que ficaram na primeira e segunda posições.

O que mudou e muito nos últimos tempos é que as pesquisas, que antes serviam para influenciar os eleitores, hoje já são vistas cada vez com mais desconfiança. Basicamente, só leva a sério pesquisa eleitoral quem apoia o candidato que está na frente, nada mais. Se a última pesquisa mostrasse Aécio e Marina na frente ela jamais seria sequer mencionada por bolsominions ou pelos seguidores de Lula, porque seria exatamente o oposto de uma propaganda, estaria mais para publicidade negativa.

O objetivo aqui, então, é claro. Estou mostrando os fatos sobre os dados das pesquisas, que têm sido cada vez mais questionáveis, e provando que tudo isso não passa de uma forma de propaganda.


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