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Ideologias não vencem batalhas. Métodos vencem...

"Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém." (Alvin Toffler)

Ontem, em virtude do artigo criticando a postura de Rodrigo da Silva, editor do Spotniks, perante o MBL, muitas pessoas me interpelaram a respeito disso. Houve quem tivesse entendido que defendo o MBL por suas parcerias partidárias, houve também quem entendesse que eu ataquei o Rodrigo ou até o próprio Spotniks. Claramente estas pessoas não leram o que foi escrito, mas para aquelas que leram e não compreenderam, decidi estender um pouco mais a questão.

Primeiro, quero deixar claro mais do que já deixei que este blog não tem comprometimento ideológico. O objetivo aqui não é fazer proselitismo em prol das ideias liberais, libertárias ou conservadoras, mas de estratégia, métodos e táticas para transformar essas ideias em fatos. Para mim uma ideia boa em um papel é inútil.

A questão toda gira no seguinte eixo: Se você tem uma boa proposta, se acredita naquilo que defende e propõe, você não tem absolutamente nada. Na política, você só passa a ter alguma coisa quando transforma isso tudo em uma demanda de ação prática. É isso o que o MBL tem feito desde os tempos em que lutavam pelo impeachment de Dilma. O movimento foi, sem sombra de dúvidas, a maior influência nesse sentido.

Para esta análise, pouco importa se você concorda ou não com as pautas do MBL, pois eu também discordo de várias. Pouco importa se o movimento é liberal de verdade ou se não é, pois isso nem mesmo vem ao caso. É necessário compreender que o que o MBL faz funciona, e eles conseguem atingir objetivos no mundo real, objetivos práticos, coisa que até hoje nenhum movimento liberal conseguiu fazer. Este é o ponto!

Nenhum movimento político eficiente foi bem sucedido pela ideologia, mas pelos métodos aplicados. A ideologia pode servir para mover as militâncias, mas não serve para ganhar votos, nem para obter sucesso na guerra cultural. Isso vale para conservadores, vale para comunistas ou até para libertários radicais. O sucesso no mundo real é derivado direto das ações e de seus resultados, não das ideias que moveram estas ações. Ninguém se importa se suas intenções são boas, se você tem uma boa ideia ou se você tem a cura para o câncer. Só o que interessa é você efetivamente curar o câncer!

Se você é liberal, libertário, conservador ou apenas alguém querendo ver algo diferente da postura do MBL, você está errado. O MBL é o que é porque seus integrantes e dirigentes assim o querem, as ações praticadas pelo grupo têm suas próprias finalidades. Para todos os efeitos, eles estão conseguindo o que querem. Você, o que está conseguindo? Se sua insatisfação é grande a este ponto, faça você mesmo alguma coisa, funde o seu próprio movimento ou se integre a outros já existentes, e se tiver a oportunidade coloque em prática suas ideias, teste-as, tente gerar suas próprias demandas. É claro que isso não é fácil, mas não tem que ser fácil mesmo.

Considero, hoje, que grupos como Livres-PSL têm alguma chance. Eles podem vir a se tornar uma alternativa liberal no Brasil pelos próximos anos, mas esse caminho é longo e ainda lhes falta muita maturidade política. Nenhum comunista chegou ao poder dizendo que iria estatizar tudo, que acabaria com a propriedade privada ou que iria mandar todos para o paredão de fuzilamento. Se eles agissem com a honestidade intelectual dos liberais e libertários jamais teriam atingido poder algum. O que comunistas espertos fazem é disfarçar suas intenções que desagradam a maioria, e em lugar do purismo radical eles usam um linguajar moderado, oferecem coisas que interessam às pessoas, mostram-se como a solução para problemas reais e, assim, atingem algum sucesso.

Se o movimento libertário brasileiro continuar como está, a tendência que nunca chegue a ser sequer um PSOL. Talvez chegue no máximo ao nível do PCO.

"Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender." (Alvin Toffler)
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