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Matéria da Folha citada por Constantino comprova a importância da rotulagem


Há muito tempo adotei como regra chamar meus principais adversário conforme aquilo que eles são, não o que dizem ser. Assim, sempre que trato a respeito de gente ligado ao PT, PSOL, UNE, CUT e afins, chamo-os de extrema-esquerda, não apenas de esquerda.

Não raramente aparece alguém com aquela conversinha fiada de "é tudo esquerda, não existe extrema-esquerda". Tolice, é claro. Se você não rotula seus inimigos extremistas com aquilo que eles são, você já está errado. Além disso há uma questão política muito relevante que é ignorada pela direita: mover o espectro político.

Rodrigo Constantino fez um texto sobre a matéria da Folha, aquela na qual o jornal chama Jair Bolsonaro de extrema-esquerda, mas se refere ao PSOL e PCdoB como apenas esquerda. 

"Reparem que até o PCdoB e o PSOL, partidos que defendem abertamente o bolivarianismo, são retratados como “esquerda”, enquanto o PT e Ciro Gomes, que também flertam com o modelo venezuelano e que adoram o sindicalismo radical do Brasil, são vistos como “centro-esquerda”. O partido que efetivamente é de centro-esquerda, o PSDB, se torna “centro-direita”, e Bolsonaro, claro, carrega a pecha de “extrema-direita”."

Sim. É claro. A extrema-esquerda não tem nenhum interesse em ser vista como "extrema", além disso ela também deseja se desvincular das cagadas feitas pelo PT no governo, por isso fica melhor aproximá-lo do centro. Colocar sobre um adversário a pecha de "extrema-direita" e deixar subentendido que qualquer um que discorde da agenda psolista é um extremista funciona. Por muito tempo, no Brasil, sujeitos como Arnaldo Jabor eram chamados de "ultra-conservadores", mesmo que fossem papagaios de Barack Obama como era o caso.

Isso, no fundo, cria confusão e faz com que o espectro político se mova de tal forma que nenhum esquerdista jamais será considerado um extremista, ao passo que qualquer direitista será visto como um radical fundamentalista. O caso aqui é que a direita precisa começar a se ligar nos detalhes e praticar com frequência esse tipo de rotulagem. Abaixo, então, vou deixar exemplificado.

Extremíssima-esquerda: PCO, PCB, PSTU, Diário do Centro do Mundo.
Extrema-esquerda: PSOL, PT, PCdoB, UNE, PDT, CUT, MST, MTST, REDE, UBES, Folha de São Paulo, Conversa Afiada, etc.
Esquerda: PSDB, PMDB, OAB, PTB, PRTB, PSDC, O Antagonista, Estadão, Globo, etc.
Centro ou centro-direita: PSC, DEM.
Direita: NOVO, MBL, O Implicante.
Extrema-direita: Sargento Fahur?

Do meu ponto de vista, tratar nossos inimigos como eles devem ser tratados é só o primeiro passo. Como pode notar na lista acima, há poucos grupos, partidos e veículos realmente de direita. Sendo assim, o segundo passo é justamente começarmos a criar mais. A ideia de concentrarmos todas as nossas fichas em um ou dois candidatos, em um ou dois grupos, é uma estupidez. Temos que criar diversificação na direita para atingirmos os mais diversos públicos e assim movermos o jogo a nosso favor.
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