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Quando não puder aumentar sua aprovação, aumente a rejeição ao adversário


A situação de Lula nunca foi tão ruim, mas ele ainda esboça movimentos que indicam uma provável candidatura à presidência no ano que vem. Sua prisão, que já deveria ter acontecido há muito tempo, mas que nunca acontece, é mais um fato que o fortalece do que o contrário. Diante disso, o que resta? Não é do feitio da extrema-esquerda ficar se defendendo, ela é mais de atacar - o que é correto de se fazer. Lula, juntamente com toda a sua turma, decidiram então partir para a guerra total contra aquele que substitui Dilma Rousseff: Michel Temer.

É óbvio que Temer ajuda bastante seus adversários, não apenas por dar motivos de sobra para os ataques como também por ser extremamente frouxo na hora em que deveria revidá-los. É fácil detonar alguém que não reage, especialmente se este alguém tem sujeiras expostas, como é o caso. O presidente veio no lugar de Dilma não para salvar o país da corrupção, porque nisso absolutamente ninguém jamais acreditou. Ele veio para, em teoria, recuperar a economia e dar um gás até 2018, e na realidade isso está acontecendo, a economia está mesmo melhorando, ainda que lentamente.

Pouco importa!

A extrema-esquerda sempre soube fazer oposição. Com exceção do clichê "Fora, Temer", que definitivamente não pegou, fracassando miseravelmente, ela ainda assim conseguiu desestabilizar a política de forma magistral. Com Dilma os escândalos eram diários, mas com Temer eles passaram a ser por hora. Com Dilma havia só um lado denunciando a corrupção, a crise econômica e as tentativas de burlar a lei para proteger os amigos, mas com Temer os dois lados denunciam isso diariamente.

Os esquerdistas souberam contornar a situação de tal maneira que, apesar de estarem esmagados e em clara desvantagem, ainda assim conseguem ser um incômodo constante não para Temer, mas para o povo em si. Essas greves frequentes, as paralisações, as escolas invadidas, o caos nas penitenciárias, tudo isso soma aos novos escândalos que acontecem o tempo todo e cria uma pressão muito alta, deixando a situação pesada, arrastada, exaurindo as energias da população com um noticiário cada vez mais conturbado.

O objetivo central de toda essa estratégia é fazer com que as pessoas pensem que com Dilma não estava tão ruim, é para fazê-las comparar a atual situação com o que existia antes, fazendo com que sintam saudade do tempo em que tudo era ruim, mas não tanto. Lula, por sua vez, acaba se projetando no meio disso como uma esperança, e não é porque as pessoas confiem nele, mas porque elas sentem falta de um período em que a política não incomodava tanto porque todos estavam em comum acordo roubando em silêncio.

Para tudo isso dar ainda mais certo, a esquerda radical sabia que poderia contar com a ajuda da direita também. Afinal, manipular direitistas sempre foi fácil, basta dizer que é uma "luta contra a corrupção" e 99% deles caem como o patinho da FIESP. É por isso que hoje Michel Temer aparece sendo atacado diariamente por todos os lados, enquanto Dilma era atacada apenas por um lado - o nosso - enquanto aparecia defendida pelo outro. 

Naturalmente, as pesquisas são sempre fajutas. Podemos e devemos desconfiar de todas elas, pois nas eleições passadas todos os institutos erraram feio. Contudo, não dá para ignorar os fatos. A estratégia de elevar a rejeição de Michel Temer tem funcionado e isso é notório a partir daquilo que as pessoas comuns, que nada têm a ver com a política, comentam em situações aleatórias como nos churrascos de família, nas redes sociais, etc.

O resultado disso, no final, vai ser novamente a esquerda no poder. Talvez não a esquerda radical, mas alguma esquerda e não uma direita. Em 2018 teremos novamente PT e PSDB disputando a eleição porque a direita de verdade perdeu mais tempo querendo ser puritana, o que na prática é o mesmo que servir aos interesses adversários sem sequer perceber.
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