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A diferença entre ser anti-Estado e anti-governo é o que separa libertários de esquerdistas, mas só um lado sabe disso


Vejo libertários, não raramente, endossando algum discurso esquerdista por ele ser contrário ao governo vigente. Isso se tornou comum após a queda de Dilma e a vitória de Trump, nos EUA, uma vez que os dois presidentes atuais, daqui e de lá, são considerados inimigos pela extrema-esquerda. Dias atrás até escrevi aqui sobre a tolice de alguns libertários em compartilhar um vídeo no qual a Cynara Menezes falava a respeito de secessão, sugerindo separar o nordeste do restante do país para que eles fossem governados por Lula e nós por Bolsonaro (!).

Para quem é minimamente inteligente, é óbvio que há uma enorme diferença entre ser anti-Estado e ser contrário ao governo. O governo é, na realidade, aquilo que um determinado político ou grupo faz, é o poder exercido pelo partido que comanda. O Estado é a própria máquina em si. Ocorre é que nenhum - repito, NENHUM - esquerdista é anti-Estado, eles apenas são anti-governo, isso quando o governo que há não é alinhado aos interesses deles. Cynara Menezes jamais proporia o separatismo se Dilma e Lula ainda governassem, e ao contrário disso ainda diria que a ideia de separação era coisa de gente xenofóbica e fascista.

O libertário que, por ventura, compactue do discurso esquerdista por ele ter feito críticas ao governo, a ponto de endossá-lo, é certamente alguém que foi feito de trouxa. O esquerdista jamais será contra o Estado em sua essência, ele quer que a máquina permaneça ali, de preferência com o maior número possível de atribuições, com altos impostos sendo cobrados de quem trabalha, bastando apenas que ele esteja no poder ou um de seus compadres. 

Muitos libertários se enganam ao pensar que o comunismo propõe a eliminação do Estado quando, ao contrário, o que ele propõe é a eliminação da liberdade a tal ponto em que não se possa mais distinguir sociedade civil e governo, criando assim um Estado absoluto e onipresente, tal como é a Coreia do Norte, o caso mais bem sucedido de comunismo aplicado até hoje.

Essa questão deve ser compreendida até mesmo pelos "libertários" ditos de esquerda, desse que são coniventes com todo tipo de porcaria feita pelo movimento feminista ou LGBT, em nome da "liberdade", chegando até a negligenciara  defesa da propriedade como prioritária. Mesmo esse tipo de imbecil ainda precisa ser mais realista e entender que esquerdista nenhum quer o fim do Estado ou sua diminuição, o que ele quer é apenas criar todo tipo possível de mecanismo para agigantar o Leviatã, e assim quando ele e seus comparsas estiverem no poder terão a chance de usar todo o aparato a seu favor.

Todas as bandeiras feministas, todas as pautas do movimento LGBT, todas as pautas do movimento negro e as exigências feitas por bike-ativistas ou veganos têm um propósito: aumentar o tamanho do Estado. Nenhuma delas realmente tem como finalidade ajudar as vítimas de violência ou reduzir o nível de discriminação na sociedade, isso é puro engodo. O único e real objetivo é fazer o Estado aumentar de tamanho, tendo mais dinheiro, mais poderes e atribuições, para que assim fique mais fácil aniquilar a liberdade de todos quando possível, tudo em prol do partido ou do movimento.
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