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Devemos chamar marxistas de fascistas, não apenas de marxistas


Dias atrás um sujeito veio me dizer, não de forma muito cordial, que eu era um completo idiota ao chamar a ditadura "politicamente correta" de fascismo cultural. Segundo ele, eu deveria apenas chamar de marxismo e pronto. Ele não vai ler este texto, provavelmente, mas se você pensa assim vou dar aqui uma rápida explicação sobre como isso funciona.

Estamos em um ambiente construído com aquilo que foi feito nas décadas anteriores. O mundo em que vivemos hoje não surgiu assim, foi construído. Nossa sociedade atual é o resultado daquilo que foi feito por nós no passado, ou por nossos pais, ou pelos contemporâneos deles e daí em diante. No contexto atual, o marxismo não é uma coisa mal vista como são o nazismo e o fascismo. O trabalho da extrema-esquerda nesses últimos anos foi eficiente para incutir na mente da maioria das pessoas que os casos de violência e genocídio ocorridos em regimes socialistas foram "uma distorção" e que não representam o ideal marxista.

Até hoje, milhões de pessoas no mundo inteiro creem que o socialismo foi deturpado, ou ao menos querem acreditar nisso. Dentro deste contexto, em que o marxismo é visto como salvação da sociedade, como alternativa para resolver os "problemas do capitalismo", chamar um marxista de marxista é completamente inútil, seria como chamar um padre de "cristão fervoroso". Não é uma ofensa, não é um rótulo, é praticamente o reconhecimento daquilo parece, sem dar qualquer dimensão sobre o que é.

Os marxistas, se tivessem receio ou vergonha de serem associados ao marxismo, não criariam movimentos de orientação abertamente marxista, assim como não fariam correntes marxistas dentro de partidos de extrema-esquerda. Além disso, há também saídas tangentes. Caso um socialista queira escapulir de um ataque desses, basta ele inventar qualquer lorota e dizer que não é um marxista, mas um frankfurtiano. Nós sabemos que isso dá na mesma, mas a esquerda possui base teórica e acadêmica para, diante de pessoas leigas, reverter isso em favor próprio.

Por outro lado, quando nos referimos a isso como fascismo cultural, não apenas estamos dando a dimensão correta como também colocamos um rótulo que é comportamental. O fascismo não uma ideologia, é uma forma, um modo de agir. Além disso, é um termo já tido como pejorativo no imaginário popular. Um rótulo só é eficiente se ele é compreendido, e as pessoas só compreendem aquilo que já conhecem, ainda que conheçam superficialmente. O fascismo é naturalmente relacionado ao nazismo, e ambos os termos têm conotações bem pesadas e negativas. O marxismo, embora saibamos que é a mesma coisa, não tem essa mesma conotação, graças ao trabalho cultural da esquerda ao longo de anos.

O que cabe a nós é, na realidade, reverter o placar. Esquerdistas passaram anos nos rotulando como fascistas, mesmo que sejamos liberais, libertários ou conservadores. Eles sabem perfeitamente que o liberalismo ou o conservadorismo não têm nada a ver com o fascismo, mas nos rotularam assim mesmo para que tivéssemos, no imaginário popular, uma imagem negativa. Temos que fazer, agora, o mesmo com eles, devolvendo com a mesma moeda. A maior vantagem é que nem precisaremos mentir, já que o socialismo é mesmo uma expressão do fascismo das mais puras.
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