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Entrevista de Bolsonaro ao Gentili põe fim a qualquer dúvida: o deputado é completamente inútil

Como sempre disse por aqui, Bolsonaro é um sujeito com mais sorte do que inteligência ou juízo, e por isso ele sempre acabou se dando bem. Teve a sorte de ser atacado por anos consecutivos, muitas vezes de formas realmente injustas e caluniosas, e por isso se tornou um ícone para pessoas que acreditaram ser ele o homem que salvaria o país do comunismo. Claro que isso só vale para quem não o conhece. O sujeito nunca foi um ávido combatente da esquerda, muito pelo contrário. Como já expliquei por aqui diversas vezes, o deputado passou muito mais tempo ajudando a esquerda do que a atrapalhando, e mesmo hoje ele é, ainda, a melhor opção para os esquerdistas como adversário.


Em sua entrevista para o programa de Danilo Gentili, o The Noite, que foi ao ar esta semana, pode-se constatar três coisas muito importantes:

1) Bolsonaro não sabe falar de outros temas que não sejam relacionados a homossexuais, kit gay e nióbio, sendo este último o que ele pegou do Enéas Carneiro, o Hugo Chávez brasileiro que nunca chegou a consumar as ideias nefastas que escreveu em seu livro (livro que seus fãs nunca leram, a propósito).

2) O deputado é completamente incapaz de formular um raciocínio conciso, com início, meio e fim. Ele teve a chance de dar ao seu público informações relevantes, apresentar ideias sólidas, mas não o fez porque simplesmente não as tem.

3) Um sujeito assim, inevitavelmente, tem tudo para ser trucidado por políticos malandros e experientes, não só em debates como na campanha como um todo.

Desta vez, no entanto, não tem desculpa. Danilo Gentili não é de esquerda, ele não tentou boicotar o deputado. Pelo contrário! A entrevista durou 40 minutos, não teve cortes e edições. Ali, Bolsonaro teve a chance de mostrar seu valor, de apresentar algo para aqueles que o seguem. Tudo o que conseguiu foi provar o que todos sempre souberam: que ele é um inútil sortudo.

Ainda do ponto de vista da guerra política, o deputado comete tropeços que seriam perdoáveis em um amador, mas não em um sujeito que tem mais de 30 anos de vida pública e que já foi militar. Um exemplo disso pode ser visto logo no início da entrevista, quando Danilo lhe questiona sobre o fato de não ter processado Maria do Rosário quando ela o acusou de ser estuprador. O deputado respondeu alegando que "respeita a Constituição", o que é uma tolice, especialmente no Brasil, país em que nossas leis são rasgadas todo santo dia.

O caso ocorrido com Rosário é um exemplo claro de que Bolsonaro não tem a menor serventia no que tange a combater os comunistas de fato. Ele optou por não processá-la, mas tomou um processo. O mesmo ocorreu quando Danilo o questionou sobre a cuspida de Jean Wyllys. Bolsonaro até hoje não o processou por isso, o PSC é que entrou com um processo no Conselho de Ética. O detalhe é que neste processo, Eduardo Bolsonaro ainda cometeu uma bela cagada ao anexar um vídeo adulterado da sessão para tentar comprovar a premeditação de Wyllys ao cuspir em seu pai, o que por si só pode anular totalmente qualquer punição...

Se somarmos essa entrevista ao histórico dele, o que temos é um sujeito que fala grosso, que se mete a fazer o personagem de homem honrado e corajoso, mas que não toma providências nem quando é necessário defender sua própria integridade. Quando o STF aceitou a denúncia contra ele, o deputado foi "pedir clemência" aos ministros, aqueles que em sua maioria foram indicados por Lula ou Dilma. Tenha paciência!

Se este é o plano da direita para 2018 - a direita que, aliás, só se importa com a eleição de 2018, como se ela fosse mudar o mundo - então a extrema-esquerda terá muito o que agradecê-los. Felizmente, parte dos direitistas mais sensatos já entendeu que Bolsonaro não é opção, mesmo porque ele é praticamente um sujeito sem partido. Está em rixa com o PSC e o PR quer tê-lo apenas como deputado federal, não como presidente - o que já era esperado, uma vez que partidos grandes não apostam em cavalo manco.

O que falta para uma grande parte dos direitistas, ainda, é entender que sequer deveríamos estar tão preocupados assim com as eleições que ocorrerão daqui a 20 meses. Ainda tem muito chão pela frente, reformar precisam ser feitas. Graças a omissão desta ala da direita true e dos liberais puristas, a Reforma da Previdência já era. O que resta, no momento, é procurar alternativas reais não só para a eleição, mas para pautas que precisam acontecer. 

O MBL, por sua vez, precisa entender que Bolsonaro não é aliado, é inimigo - mesmo que seja inimigo sem querer ser. O movimento tem apanhado injustamente dessa ala da direita há meses e as reações têm sido fracas, pontuais. Está claro que o grupo pretende com isso evitar o embate direto com a tropa de fãs débeis do deputado, só que este embate já acontece e nesta batalha o MBL está perdendo.

Como disse aqui, há quase um ano, a direita precisa se desligar de Jair Bolsonaro antes que ele a destrua.
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