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Equivalência Moral: A imprensa está te ludibriando com a Operação Lava-Jato


A Operação Lava-Jato tem sido uma pedra no sapato de muita gente poderosa no país. Para ver isso basta lembrar de como as coisas funcionavam até dois ou três anos, quando o normal era vermos políticos serem acusados, investigados e denunciados por crimes, mas sempre sem nenhum tipo de punição adequada. O que acontece, agora, é que a imprensa está tentando iludir as pessoas com informações da força-tarefa, meio que em um jogo no qual diz mentiras dizendo a verdade.

Para mostrar que não é mera conjectura, deixo esse vídeo aqui, que foi produzido pelo Grupo Folha há muitos anos, mostrando como a mídia não apenas domina esta técnica como a propagandeia. Veja:


O comercial acima é excelente, inclusive pela ironia da frase final. Atualmente, a imprensa nacional tem feito exatamente isso com relação às informações da Operação Lava-Jato, criando uma equivalência entre crimes gravíssimos e pequenos delitos, ou mesmo criando confusão entre o que é crime e o que não é, colocando tudo em um mesmo patamar. É o que chamamos de equivalência moral, uma artimanha das mais nefastas, mas das mais eficientes.

As investigações da Força-Tarefa da Lava-Jato começaram em virtude dos desvios bilionários na Petrobrás, uma espécie de cartel da propina que passou mais de uma década saqueando aquela que poderia ter sido a estatal mais lucrativa da história do país. Os desvios bilionários ocorreram na época em que Lula e Dilma governavam o país, na época em que seu partido tinha todo o poder sobre a empresa. Nessa época é que foram feitos os acordos bilionários entre a estatal e construtoras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e outras, acordos estes ilegais, feitos às escuras.

Sendo assim, qual era realmente a questão central? Era o fato de que estas construtoras, em acordos feitos com os principais dirigentes petistas e de partidos diretamente ligados ao governo Dilma e Lula estariam tirando muito dinheiro de dentro da empresa, de forma ilícita, para financiar projetos políticos, campanhas, pagar propina e até mesmo obras no exterior. A Odebrecht usou dinheiro tirado da Petrobrás, com ajuda do governo petista, para construir coisas fora do país, para pagar campanhas de João Santana em outras nações, etc.

Com o tempo, em se tratando de Brasil, seria inevitável que mais coisas viessem a tona. Foi aí que descobriram doações de campanha feitas para outros políticos, outros partidos, outras coligações, etc. O problema é que muitas dessas doações - não todas, é claro - foram feitas de forma legal, ou seja, foram declaradas na Justiça Eleitoral. Outras doações foram o que chamamos de "caixa 2", que é ilegal, mas que incrivelmente nem é considerado um crime pela legislação atual.

Aqui, então, é que cabe o questionamento: As doações de campanha, caixa 2 ou não, são um ato moralmente comparável ao desvio de bilhões de uma estatal? As doações de campanha, caixa 2 ou não, são comparáveis a tirar dinheiro público de dentro de uma estatal para financiar obras no exterior, em ditaduras socialistas? As doações de campanha, caixa 2 ou não, são comparáveis ao ato de ajudar construtoras no super-faturamento de obras bilionárias, retirando dinheiro público para financiar as campanhas do próprio partido?

A resposta é simples: Não!

Sei que você provavelmente deve ter aquele pensamento de que "corrupção é tudo igual", mas não é. Na realidade, pela nossa legislação da época, o recebimento de doações de empresas privadas não era sequer ilegal, e mesmo no caso do caixa 2 isso não configura crime, mas uma "irregularidade" eleitoral, um "crime" contábil, por assim dizer. No momento estão discutindo a criminalização ou não do caixa 2, o que eu concordo que deva existir, mas até lá a lei que vale é a que existe.

Já no caso do "caixa 1", como estão chamando as doações oficiais de campanha, a conversa é totalmente outra. Sites como O Antagonista e outros têm feito matérias a respeito do assunto dando a entender que seria certo punir qualquer político que tenha recebido doações de empresas privadas, mesmo que legalmente. Se isso aí for aplicado, não restará sequer um prefeito no país para contar história. 

A questão aqui não é se você concorda ou não com isso, porque eu também não vejo com bons olhos essa relação promíscua entre empresas e o Estado. Outra coisa com a qual não me importo é com político sendo punido. Na realidade, eu não me incomodo nenhum pouco com isso. Só estou levando em conta os interesses das pessoas que estão promovendo, através da Operação Lava-Jato, uma caça às bruxas que tira o foco de cima daquele que é, de longe, o maior criminoso da história: o PT!

Se você cria uma equivalência moral entre atos que não são moralmente equivalentes, você está ajudando aquele que age com mais imoralidade. É como comparar alguém que rouba um frango para comer e alguém que mata para roubar sua bicicleta. As ações, embora sejam erradas e criminosas, não são moralmente equivalentes. Equipará-las seria como dar um benefício ao latrocida apenas para punir severamente o ladrãozinho de galinhas, que é para todos os efeitos muito menos nocivo à sociedade.

O que quero dizer é que não importa se Aécio Neves será punido ou não por ter recebido estas doações, mas que importa, sim, se ele será punido tão severamente quanto Lula ou Dilma. Se a punição for equivalente para todos eles, então não será uma punição justa. Para que seja uma punição justa de verdade, o que cometeu o crime maior deve pagar mais caro pelo que fez. O simples fato de Cunha estar preso e Lula não já é uma injustiça, pois os crimes do petista, além de serem mais graves, têm evidências aos montes, enquanto os crimes de Cunha, bem menos graves (mas, ainda assim, crimes passíveis de punição), têm poucas evidências.
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