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Luciano Ayan age de forma paternal em relação a Jair Bolsonaro. Entenda...

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que este post não significa que Ayan e eu odiamos um ao outro ou que brigamos. Sejam maduros. Quero apenas expor um comportamento que considero equivocado da parte de meu colega, e acho que ele vai entender.

Como muitos que me seguem também seguem Luciano Ayan, creio que a maioria saiba das críticas frequentes que meu colega faz ao paternalismo da direita. O que seria esse paternalismo? É a postura de muitos direitistas que consideram seus adversários de esquerda como "pessoas bem intencionadas, mas iludidas", ou como "pessoas equivocadas em suas escolhas", o mesmo tipo de coisa que frequentemente critico por aqui.

Quem me conhece sabe que jamais acreditei em nada que viesse de Jair Bolsonaro ou de seus filhos. Sempre soube quem eles são, como são e o que fazem. Ayan, entretanto, aplica a eles o "benefício da dúvida", o que não considerava um erro até os últimos meses. Dar aos Bolsonaros o benefício da dúvida enquanto ainda existia dúvida poderia até ser uma postura válida e correta, por isso sempre o compreendi.

O problema é que de uns meses para cá essa dúvida não existe mais. Já está suficientemente comprovado que Jair Bolsonaro é inimigo. Suas ações, que importam bem mais do que seu discurso, comprovam de que lado ele realmente está. Com exceção da votação do impeachment, em todas as votações realmente importantes que ocorreram na Câmara nos últimos meses ele e seu filho, Eduardo, votaram em conjunto com a extrema-esquerda. Até mesmo a PEC 241 Bolsonaro pretendia contrariar, e acabou voltando atrás porque apanhou de seus próprios seguidores.

O homem que se diz conservador e pró-mercado tem dado amostras de como realmente pensa, e isso nem é motivo para surpresa. Qualquer pessoa que conheça a trajetória de Bolsonaro de forma mais aprofundada sabe que ele é assim desde os anos 90. Quando Flávio Bolsonaro votou contra a privatização da CEDAE no Rio ele só repetiu os passos do pai, que gritava em coro ao lado do PCdoB contra as privatizações da Vale e da Telebrás nos anos 90. 

Em entrevista mais recente, no programa do Danilo Gentili, o deputado deixou claro seu interesse em criar uma estatal para exploração de nióbio, grafeno e outros minérios. A quem isso interessa? Não seria ao partido que saqueou bilhões da estatal do petróleo e do BNDES? Pois é...

Claro que isso não seria suficiente para comprovar que Bolsonaro e seus seguidores sejam mesmo nossos inimigos. Até então poderia ser somente estupidez. Contudo, comportamentos recentes do deputado e daqueles que o apoiam colocam a questão de forma mais clara, e certamente os ataques injustificados a João Doria, que até o momento não deu motivos para isso, são um belo exemplo.

Se bolsominions estão dispostos a atacar a reputação de João Doria, que tem conduta ilibada e um histórico limpo até então, apenas por ele ser um possível candidato a presidência, qual a moral deles? No que eles são melhores do que os petistas? Essa gente passou anos dizendo que Bolsonaro era o único político honesto - o que sempre foi mentira, pois há vários outros. Essa turma passou anos alegando que Bolsonaro era o único que batia na esquerda, o que também é mentira, já que Bolsonaro é um frouxo e bateu bem menos nos esquerdistas do que Ronaldo Caiado. De repente surge um nome que claramente preenche estes requisitos de forma muito mais satisfatória do que Bolsonaro e eles resolvem atacá-lo? E aquela estorinha de "eu só vou votar no Bolsonaro porque não tenho opção melhor", como fica?

Temos que considerar, ainda e acima de tudo, os diversos ataques ao MBL. O único movimento liberal-conservador que até hoje conseguiu colocar pautas em prática e que conseguiu, de forma inteligente, conduzir as ruas em prol do impeachment de Dilma, é atacado dia e noite pela ala bolsonarette apenas por não apoiar o "mito". O que é pior é que estes ataques não são de cunho tático, como estou fazendo aqui em relação a Luciano Ayan. São ataques morais. Eduardo Bolsonaro chegou ao cúmulo de replicar informação falsa do BuzzFeed, um site reconhecidamente esquerdista, só para atacar Fernando Holiday.

Por acaso isso tudo não é coisa de inimigo?

Luciano ainda considera que Jair Bolsonaro e seus fiéis seguidores possam ser "aliados de oportunidade", ele ainda os trata como pessoas bem intencionadas e mal instruídas. A verdade, no entanto, é que tanto o deputado como a maior parte daqueles que o apoiam incondicionalmente são inimigos da direita, e são inimigos declarados.

Espero que Ayan mude de postura.


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