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O dia em que frustrei os vagabundos do Passe-Livre com um plano simples e um pouco de ousadia


No primeiro texto da série sobre debates (aqui) falei sobre a Conferência Municipal da Juventude, que para quem não sabe é um evento promovido pelo próprio governo, criação do PT, para que jovens de movimentos sociais se reúnam e decidam pautas para políticas públicas. Como isso sempre foi de interesse dos esquerdistas, nunca foi uma coisa muito divulgada, pois a finalidade era que apenas movimentos da própria esquerda participassem. Porém, como era um evento público e a informação chegou a mim, pensei: Por que não?

Foi então que tive a ideia de verificar o regulamento do evento, para saber de forma detalhada como tudo iria funcionar. Havia, por exemplo, uma divisão por temas, e cada pessoa poderia participar de dois temas diferentes. Pensei: Segurança Pública, onde certamente estará a Pastoral da Juventude, e Mobilidade Urbana, onde com certeza estarão os babacas do MPL. Dito e feito.

Entretanto, era necessário uma estratégia. Não adiantaria nada eu e mais um ou dois gatos pingados aparecermos por lá. Também não adiantaria tentarmos abranger todos os temas, pois seria completamente insano colocar uma ou duas pessoas nossas em cada um deles. O que eu decidi, no caso, foi que precisaríamos concentrar forças em temas estratégicos - os dois citados acima - e assim fazer com que mesmo estando em maior número eles não conseguissem prevalecer.

No evento em si, éramos 16 pessoas contra mais de 300 esquerdistas. Só que eles não esperavam encontrar oposição alguma, nunca haviam encontrado antes. Para eles o evento seria como sempre foi: chegar lá, falar, todos concordariam com o que foi dito e no final seria tudo do jeitinho de sempre, sem que ninguém discordasse de nada. A nossa mera presença já foi uma surpresa, exatamente como eu previ. A outra surpresa foi também o fato de eu ter lido todo o regulamento, coisa que absolutamente ninguém havia feito.

O que ocorreu foi que na pasta de Mobilidade Urbana, todas as pautas que passaram foram as nossas. Dois ou três membros do Passe-Livre estavam presentes e espernearam para colocar a pauta da Tarifa Zero. Nós, que naquele tema estávamos em maioria, decidimos que não passaria. Eles insistiram, mas não rolou. Dominamos o espaço e eu fui absolutamente intransigente com relação a fazer qualquer tipo de concessão. O não que foi dito no início foi repetido no fim. Os fascistas realmente não passaram naquele dia.

No outro tema, o de Segurança Pública, a coisa ficou um pouco mais equilibrada. A sala estava dividida meio a meio. Mesmo assim, de cinco pautas, passamos quatro, eles passaram apenas uma. A turma da Pastoral da Juventude ficou realmente irritada, e o rapaz do movimento negro, que tentou puxar o tema do racismo - que é praticamente inexistente em Joinville - se deu mal.

Depois das discussões dos temas, houve uma assembleia na qual todas as pautas foram apresentadas e os membros presentes, que aí eram todos no evento, poderiam apenas apresentar destaques, mas não poderiam mudar nenhuma pauta. Isso, no caso, segundo o regulamento. Quando as pautas de mobilidade urbana foram apresentadas, todos na assembleia perceberam que a Tarifa Zero não estava lá. Nesse momento começou um bate boca entre eles próprios. Uma garota chegou a questionou o rapaz do MPL, que por sua vez teve que se justificar. Depois do burburinho, uma das garotas envolvidas na discussão foi até o moderador para exigir a inserção da Tarifa Zero.

No exato instante em que isso ocorreu, pude perceber que na realidade eles estavam tentando intimidar o moderador. O sujeito não era ligado aos movimentos, era apenas o assessor do vice-prefeito que cumpria seu dever. Foi aí que cheguei a ele e falei, tranquilamente, que pelo regulamento a exigência deles não poderia ser atendida. Fiz um pouco de pressão e falei para ele não ter medo, que se fosse necessário eu o protegeria de qualquer agressão. Foi então que ele ficou de cabeça fria e disse a todos os presentes que o regulamento não permitiria a inserção da pauta, uma vez que isso deveria ter sido feito nas salas dos temas respectivos. 

Pronto. Os esquerdistas ficaram batendo o pezinho feito crianças, reclamaram muito, mas a pauta não passou. Fim de papo. Eles até tentaram nos intimidar, mas para alguém conseguir me deixar assustado tem fazer bem mais do que gritar e chamar de fascista. Se alguém tivesse tentado me agredir, afirmo sem qualquer receio que haveria uma contrapartida imediata e voraz.

Isso, no final das contas, foi uma espécie de experiência. Não trouxe nada de relevante no sentido prático. O que fiz foi apenas mostrar aos meus colegas liberais que basta um pouco de inteligência estratégica para derrotar os inimigos - não que eles tenham aprendido, é claro. Se em vez de reunir 16 pessoas tivéssemos reunido 30, ou 50, eles teriam perdido muito mais. Se esse tipo de coisa acontecesse em mais cidades, se acontecesse pelo menos nas principais cidades do país, a Conferência Nacional da Juventude poderia contar com delegados liberais em todas as esferas. Eu me arrisquei e fiz isso por conta própria como um teste, o resultado foi bastante satisfatório, especialmente se considerarmos que estávamos em enorme desvantagem.


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