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Uma proposta de longo prazo (pt 1)


Como escrevi por aqui na semana passada, a direita precisa de um projeto sólido, não de ídolos. Escrevi também, recentemente, que devemos esquecer as eleições de 2018, por enquanto, porque este não pode ser o nosso foco agora.

Se toda a direita apostar em uma única moeda, no caso em questão a eleição de Jair Bolsonaro, isso significa que não há estratégia alguma em andamento, mas fé. Na melhor das hipóteses, com isso, ele se elegerá presidente e ficará travado por um Congresso que vai se opor a tudo, com uma imprensa que vai massacrá-lo e, no final, virará estatística. Na pior e mais provável das hipóteses ele não chegará nem ao segundo turno, o que vai frustrar a maior parte dos movimentos de direita hoje existentes e, em certo grau, também ridicularizá-los.

A proposta que quero fazer, hoje, é para começarmos a pensar no futuro, com uma mentalidade de longo prazo que possa, ainda que não tão em breve, gerar frutos promissores. Este blog alcança milhões de leitores por mês, isso significa que pelo menos posso tentar incentivar uma parte deles para algo realmente útil. É o que pretendo.

Então, qual a proposta?

Devemos entrar de cabeça na guerra política, especialmente no que tange a guerra cultural. Só que dizer isso é óbvio. Sabemos o que é preciso fazer, mas nem sempre sabemos como. Tenho algumas sugestões e uma delas é fazer aquilo que Saul Alinsky fez enquanto viveu: criar instituições, associações, fundações, etc.

Como funciona?

Hoje, no Brasil, a imensa maioria das instituições do terceiro setor são ONGs de esquerda, ou são associações de esquerda, ou são institutos de esquerda. Tudo isso tem uma razão de ser, e ela é simplesmente gerar, no longo prazo, militância qualificada. A militância qualificada é aquela que não se limita a levantar bandeira no meio das manifestações, mas que gera conteúdo, tal como filmes, livros, peças teatrais, entre outras coisas. Uma militância qualificada também pode servir para a área jurídica, que é o que acontece quando advogados se unem em prol de uma bandeira. A OAB, por exemplo, faz isso com relativa frequência.

Se você é um jurista, o que te impede de fundar uma associação de direitos humanos que faça aquilo que as atuais associações de direitos humanos não fazem? Que tal você criar um instituto que ajude as famílias que são vítimas dos criminosos? Que tal criar uma instituição que cubra este vácuo? Hoje, como sabemos, há milhares de ONGs que dizem ser de direitos humanos, mas que na prática defendem justamente aqueles que mais violam estes direitos: os criminosos. Em vez de apenas apontarmos esta fraude - o que também é necessário - talvez possamos nos envolver mais nisso e mostrar o que é realmente certo. O objetivo disso, obviamente, é ajudar as pessoas e de quebra também conquistá-las.

Outra coisa que esquerdistas fazem muito é criar projetos culturais em favelas ou na área da educação. Nós também podemos fazer isso, porque o método é eficaz, basta que façamos segundo nossos próprios princípios. Se conseguirmos converter jovens infratores, do tipo que cometeram pequenos delitos, em cidadãos honestos, com isso podemos evitar que no futuro eles façam aquilo que a esquerda quer vê-los fazer: matar, roubar, estuprar. A extrema-esquerda incentiva a marginalidade porque se alimenta dela, mas nós temos todo o poder necessário para tirar dela esse alimento.

Há também outros formatos interessantes, como associações de classe. Uma coisa que poderia ser útil é criar uma associação em defesa da liberdade de imprensa, e então usá-la para apontar o dedo toda vez que um político tentar censurar algum jornalista que o denunciou, ou então toda vez que a esquerda tentar processar o Danilo Gentili por causa de um comentário ou uma piada. A liberdade de imprensa é algo essencial para manter a liberdade de modo geral, não é à toa que os ditadores sempre ataquem a imprensa tão logo assumem o poder.

Devemos criar, ainda, todo tipo possível de instituto para desenvolver trabalhos no campo intelectual, deste modo poderemos, no futuro, usá-los para defender nossas pautas. Imagine que, hoje, um político liberal chegasse ao poder e propusesse a total extinção do MEC. No cenário atual o que aconteceria é óbvio: ele sofreria ataques de todos os lados, a imprensa tentaria convencer as pessoas de que a proposta vai prejudicá-las, haveria protestos promovidos por artistas da Globo, por profissionais da área educacional ligados aos partidos de esquerda, e assim por diante. Com o clamor popular, dificilmente esta proposta seria aceita. No entanto, a coisa toda poderia ser muito diferente se pelo menos conseguíssemos equilibrar a balança. Tendo um background de institutos promovendo estudos para provar que extinguir o MEC é uma boa ideia, tendo estes institutos a oportunidade de aparecer em programas de TV, tendo estes institutos a chance de emitir notas de opinião em defesa da proposta, seria possível que a ideia passasse.

Chegando ao fim desta primeira parte, afirmo também que há pelo menos três setores da sociedade nos quais precisamos urgentemente nos infiltrar, e eles são a educação formal (escolas e universidades), a imprensa e as igrejas. Abominações como a pastoral da juventude precisam ser combatidas, pois são um antro da Teologia da Libertação no seio do catolicismo. Da mesma forma, precisamos incentivar nossos amigos a se formarem em áreas estratégicas como jornalismo e ciências sociais em geral, para que eles possam atuar dentro de escolas, faculdades, redações de jornal, etc.

A proposta, então, é basicamente você tomar uma atitude, largar um pouco o conforto do sofá e sujar suas mãos. Se não puder você mesmo fazer tudo isso, encontre alguém que possa e convença esta pessoa até que ela comece a se mexer. Se você tem dinheiro, financie projetos nesse sentido, fale com pessoas capazes de colocar a ideia em prática. Hoje, talvez, isso não gere tanto lucro, mas no futuro irá gerar. É um investimento que precisa ser feito, caso contrário não levará muito tempo para que a extrema-esquerda se reestruture e volte com tudo.

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