Header Ads

A Falsa Lista da USP e a censura na era da pós-liberdade

Já falei em outros textos sobre a falsa lista da USP, no entanto é chato ficar repetindo isso em todos os artigos. Este aqui será definitivo. A partir de hoje, toda vez que for necessário mencionar a falsa lista da USP será possível simplesmente linkar com este texto.


O que é?

Em janeiro de 2017 surgiu na internet uma lista, feita "pela USP", sobre os "10 maiores sites de notícias falsas" dentro do Brasil. Esta lista continha alguns sites bem conhecidos, como Implicante, Ceticismo Político, Folha Política e Jornalivre. A narrativa criada a partir disso é que um estudo feito pela USP, envolvendo o Monitor do Debate Político no Meio Digital e a Associação dos Especialistas em Políticas Públicas.

Como todos os sites citados na lista eram de direita, o que não foi nenhuma coincidência, diversos blogs esquerdistas reblogaram a "notícia", espalhando por aí que os sites citados faziam parte de uma rede de fake news. O único problema é que a mentira, neste caso, teve a perna muito curta.

Pouquíssimo tempo após terem lançado a tal lista, a próprio Monitor do Debate Político no Meio Digital veio a público informar que não havia feito ou participado de nenhum estudo sobre notícias falsas. A Associação dos Especialistas em Políticas Públicas fez exatamente o mesmo, alegando que não realizou nenhum estudo nesse sentido. A própria USP, por sua vez, também não teve nada a ver com o estudo. Abaixo, as evidências:








Sendo assim, o que sabemos? Nem o Monitor, nem a Associação e nem a própria USP assumiram a autoria de um "estudo da USP". O que ficou claro através destes esclarecimentos é que foi feita somente uma lista com sites muito influentes nas redes sociais, e nada além disso. Quem é, portanto, o autor do "estudo" e como ele concluiu que os sites são de notícias falsas? Qual o critério usado para tal conclusão?

Pelo princípio científico da Navalha de Ockham, sabemos do que se trata: fraude! Simplesmente não houve estudo algum, não houve nenhuma análise. Foram pinçados os sites que "incomodam" as pessoas responsáveis pela tal lista e depois esta lista foi publicada como um estudo sério, bem ao estilo "Cientistas da Nasa Comprovam".

Como se propagou?

Não se sabe ao certo quem realmente fez esta lista - ou, se sabem, não consegui localizar a origem. O que se sabe é que ela atendia a interesses bem específicos. Desde 2016 começou-se a circular, tanto na mídia nacional como internacional, a conversa de que sites de direita seriam responsáveis por propagar notícias falsas e que, por conta disso, a direita teve suas vitórias, porque ela teria "enganado as pessoas" através das fake news.

Irônico, mas perverso, além de ser algo muito distante da realidade. As notícias falsas sobre política foram propagadas de forma massiva em 2016, especialmente em ocasião do Brexit e das eleições norte-americanas, mas a esmagadora maioria delas partiu justamente dos grandes veículos da imprensa. Portais como UOL, BuzzFeed (que, nos EUA, é realmente grande), Folha de São Paulo, G1 e outros mentiram de maneira escancarada para as pessoas, inventando falas de Donald Trump e omitindo os podres de Hillary Clinton; emitindo falsas narrativas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, tratando a questão como se fosse meramente um caso de "xenofobia coletiva". A Folha de São Paulo chegou a publicar textos alegando que os britânicos são normalmente xenófobos, o que é completamente absurdo.

Tudo isso ocorreu por uma única razão: A imprensa perdeu espaço para as mídias alternativas, para a internet e especialmente para o fato de que agora está cada vez mais fácil checar se uma informação é verídica ou não. Aparentemente, os gestores destes grandes veículos se esqueceram de evoluir junto com a tecnologia, e como as pessoas começaram a ficar muito desconfiadas das mentiras que viam na imprensa, se refugiaram em sites alternativos.

Foi aí que estudos como este da USP ou a patética lista do BuzzFeed surgiram, tentando inverter a realidade para, aí sim, enganar a população. A imprensa perdeu força e precisava retomá-la, mas não poderia fazer sozinha uma vez que perdeu a credibilidade. É nesta parte que entram em ação os sites alternativos de esquerda que, alinhados com a imprensa mainstream dominada em grande parte por eles mesmos, começam a forjar acusações de fake news justamente contra aqueles que resolveram dizer a verdade. Uma tática inteligente, porque a maior parte do público não possui discernimento para entender que acusação não significa automaticamente uma culpa comprovada.

A tática, portanto, se resume a rotulagem, para uma posterior perseguição nos campos jurídico e político. A falsa lista da USP serve a este propósito, tanto é que mesmo após desmentida por todos os envolvidos ela continua a ser citada justamente por aqueles a quem ela é interessante, como é o caso de Gilberto Dimenstein, do Catraca Livre, ou do Diário do Centro do Mundo. 

O que realmente importante, contudo, é que esse tipo de coisa não tem prazo de término. Outras listas falsas como esta surgirão, e elas certamente servirão para atacar sites de mídia alternativa independente da hegemonia cultural socialista. O objetivo, no curto prazo, é humilhação, no longo prazo é a pura censura. Se não podem mais competir no campo jornalístico, partem para o campo legislativo. Isso é tão verdadeiro que já estão tentando, em todo o mundo, forçar o Facebook e outras redes sociais a adotarem os "fact checkers", que serão certamente de esquerda, para que eles decidam o que é notícia real e o que não é.

Esta é a censura na era da pós-liberdade. Ela não virá com soldados da Gestapo, mas com rostos sorridentes fingindo ótimas intenções enquanto saqueiam o erário público.
'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();
Tecnologia do Blogger.