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Por que direitistas são contra o uso do termo "lacrar"?


Alguns setores da direita, na tentativa de praticar o que chamamos de "sequestro de símbolos", têm adotado o uso do termo "lacrar", um equivalente ao "mitar", que é usado em geral por bolsominions. No entanto, diferente do termo "mitar", "lacrar" é algo que sofre bastante rejeição pelos direitistas. Aqui pretendo explicar algumas das razões para que isso aconteça.

Semiótica, a ciência dos signos, explica que as pessoas, mesmo que subconscientemente, tendem a assimilar imagens, símbolos e até mesmo sons ou palavras com determinados comportamentos, ou com outras imagens e até com outras palavras. Daí resulta um processo que, em geral, não é proposital. A pessoa ouve determinado som, ou vê determinada palavra, e aquilo gera um processo de ancoragem, que é subconsciente, mas que traz consigo uma sensação, que pode ser uma sensação boa ou ruim.

Lacrar foi, por anos, uma palavra muito usada em meios esquerdistas pós-modernos, que para qualquer pessoa minimamente decente são considerados repulsivos. Em geral, o termo foi usado para designar uma resposta bem dada, ou uma provocação de um esquerdista contra um direitista. Inevitavelmente, ao usar esta palavra, muitas pessoas devem imediatamente puxar em seus subconscientes a imagem de uma drag queen no programa da Fernanda Lima, ou então devem resgatar a cena em que Jean Wyllys cospe em Jair Bolsonaro no Congresso. Àqueles que não são adeptos deste submundo, estas imagens mentais causam repulsa natural. É inevitável.

Você certamente tem aquela música que te faz lembrar de algum momento de sua vida. Certamente você também tem alguma cor que imediatamente te faz associá-la com outra coisa qualquer. Este processo é natural do ser humano, até mesmo para um iconoclasta. É por isso que o termo mitar, que tem exatamente o mesmo significado de lacrar, não é repudiado por direitistas: ele não carrega essa mesma conotação.

Por outro lado, o sequestro de símbolos é realmente uma prática interessante que, em certos casos, pode ser aplicada. Talvez não seja o caso com o termo "lacrar", mas certamente funcionou com a expressão "meu corpo, minhas regras", uma máxima feminista que os libertários sequestraram para usar, justamente, contra elas, inclusive criando variações como "minha propriedade, minhas regras", que funciona bem e é amplamente aceita no meio.

Creio que essa questão com o termo "lacrar", então, tenha de fato um problema: não há aceitação por parte do grupo, logo o erro está naqueles que teimam em usar a expressão mesmo sabendo que ela é repudiada pelos seus pares. Como diria Saul Alinsky, "uma boa tática é aquela que sua comunidade aprecia."

Talvez seja o caso de não usarmos mesmo este termo, já que não é apreciado.
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