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Uma abordagem objetiva e pragmática para a política brasileira

Dentro da cultura brasileira é bem comum as pessoas ainda se decepcionarem com políticos. Só que isso não é culpa dos políticos em si, mas das pessoas. Veja bem: só existe decepção quando há expectativas. O certo é que em se tratando de política devemos ser pragmáticos e até mesmo frios em relação àqueles a quem elegemos.

O que quero dizer, a princípio, é que não se deve esperar bons resultados ou integridade de alguém a quem nem conhecemos de fato. Deve-se, no máximo, dar o benefício da dúvida para aqueles que merecem. Um exemplo muito claro disso é a delação da Odebrecht que foi divulgada no início desta semana. Muitos políticos e até não políticos foram citados, muitos deles citados em questões totalmente inócuas, outros em situação grave.

O que aconteceu? Muitas pessoas tiveram grandes decepções por verem um político do qual gostam mencionados na lista, o que ocorreu por exemplo com Onyx Lorenzoni, do DEM. É certo que talvez, no futuro, tudo venha a se esclarecer e ele poderá ser inocentado de qualquer eventual acusação. Ao mesmo tempo também não podemos ficar reféns disso, achando que Onyx é um ser imaculado. Ele é político, está em um grande partido e é fato que as chances de que ele seja realmente inocente são bem baixas.

A abordagem racional, portanto, precisa parar de levar em conta a questão da corrupção como foco. A maioria dos brasileiros acredita que a corrupção é o problema do país, o que é definitivamente um erro! A corrupção é mero efeito de problemas que a antecedem, sendo um deles o da impunidade. A impunidade, por sua vez, causa também a violência urbana que nos assola há muito tempo. Vivemos em um país no qual pessoas que comprovadamente cometem crimes raramente são punidas, e mesmo quando são, não sofrem uma punição adequada ou desejável.

A corrupção também é um efeito de outro problema maior: as atribuições e poderes do Estado. Vivemos em um país no qual é muito fácil roubar o erário, e isso acontece porque o governo possui muito dinheiro e muitos poderes. Desvia-se um pouco aqui, um pouco ali, e só se percebe que está faltando algum dinheiro quando o rombo bate a casa dos milhões. Por quanto tempo o PT saqueou a Petrobrás, chegando a tirar bilhões de reais de lá, até que descobrissem o roubo?

É racional e pragmático, portanto, focar naquilo que é prioritário: diminuir os poderes do Estado, diminuir impostos e lutar contra a impunidade para qualquer tipo de crime. As pessoas precisam parar de ter políticos de estimação, precisam parar de idolatrar qualquer um que diga meia dúzia de verdades. Elas precisam, de fato, parar de acreditar e começar a pensar. Que se guarde a fé para a religião, não para a política.



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