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Você não deve explicações ao inimigo, só aos aliados!

Uma das coisas mais covardes que uma pessoa pode fazer é, em situação na qual possui escolhas, optar por favorecer o inimigo apenas para não ser atacada por ele, sobretudo se para isso ela tiver que jogar um amigo, aliado ou mesmo alguém que não conhece aos lobos.


É aceitável querer se salvar, e há situações nas quais não há escolhas, mas dilemas. Não foi o caso de ontem, por exemplo, quando Gilberto Dimenstein publicou sua lista patética na qual conectava diversos sites ao MBL em uma clara tentativa de estigmatizá-los e censurá-los. Ali, as opções eram diversas, desde ignorá-lo completamente até espancá-lo politicamente.

A escolha mais moralmente correta, sem dúvida alguma, seria a de partir para um ataque voraz e especialmente para a ridicularização. Foi esta a escolha que fiz. Tudo bem que nem todos tenham obrigação de fazê-lo, e não fazê-lo também não implicaria necessariamente em algo errado. O erro - grave - que alguns cometeram foi o de terem ido até lá dar justificativas e explicações a Dimenstein, como se lhe devessem algum tipo de satisfação, e para isso ainda tentaram jogar o MBL aos lobos.

Uma coisa é não gostar do MBL, e eu também já critiquei o movimento várias vezes. Outra, totalmente diferente, é você tentar jogar o MBL nas mãos de um inimigo perigoso e agressivo como Gilberto Dimenstein. Resguardadas as devidas proporções, isso é algo similar a entregar seu vizinho, pai de família, à Receita Federal, fazendo-o perder tudo o que possui, apenas porque um dia ele molhou sua cerca enquanto lavava o carro. É desproporcional e inútil, porque seu verdadeiro inimigo é a Receita Federal, não o vizinho - a não ser que seu vizinho seja fiscal da Receita.

Rodrigo da Silva, do Spotniks, fez isso. O pior é que ele fez e ainda assim se deu mal, pois foi até lá tentando não ser rotulado e acabou rotulado pelos seguidores do Catraca Livre como "ultraconservador", o que ele está bem longe de ser. Vergonhosamente, depois, Rodrigo comemorou em sua página o fato de Dimenstein ter respondido seu comentário o chamando de "meu caro"... Patético.


A maioria dos liberais, libertários e até mesmo conservadores não compreende que isso é uma guerra. Dimenstein não estava realmente se importando com aquelas supostas conexões, pois ele mesmo provavelmente sabe que elas nem existem. Um dos objetivos de Dimenstein era tão somente promover censura, colocando diversos sites de direita em um mesmo balaio de gatos, ignorando as divergências, para poder com isso colocá-los dentro de um estigma de "fake news", uma rotulagem. Outro dos objetivos dele, alcançado com êxito, foi testar a unidade da direita brasileira. Ao colocar todos sob a tutela do MBL, mesmo sabendo que isso não é verdade, ele jogou uma isca que tolos como Rodrigo foram lá morder.

A atitude correta neste caso seria a de atacar o censor, porque não há nada mais nocivo à liberdade do que um censor. A questão de ter ou não ter relações com o MBL era absolutamente secundária, se não até terciária. Eu também não sou membro do MBL e nem por isso vou até lá dar satisfações ao Dimenstein. O único compromisso que tenho é com meus leitores. Não quero que ele me chame de "meu caro", isso não é vitória alguma para mim.
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