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A necessidade da literatura para a construção de uma consciência política

Como muitos que me acompanham já sabem, sempre apoiei a ideia de que devemos ter alguma frente trabalhando no mundo das artes, em especial cinema, música e literatura. Se a direita conseguir, dentro de alguns anos, atingir um bom público dentro deste espectro, ela conseguirá no longo prazo obter uma massa muito maior de adeptos.


No entanto, o cinema e música costumam envelhecer mal. A literatura não. Hoje muita gente ainda lê Jorge Amado ou Machado de Assis, mas nem tantas pessoas assim ouvem Robert Johnson ou assistem os filmes originais do Hitchcock. A literatura, quando bem feita e reconhecida, resiste ao tempo. As obras de H. P. Lovecraft ou Aldous Huxley continuam a ser adaptadas para o cinema, continuam sendo usadas em músicas ou séries, pois elas se tornaram icônicas. O mesmo vale para Bukowski ou Nietszche*.

Queiramos ou não, de forma indireta a literatura planta sementes. Se existe em uma sociedade uma ampla cultura ou determinado comportamento, parte dele veio subconscientemente da arte, em especial dos livros, e ainda mais comumente veio daqueles livros ficcionais que se tornaram ícones para uma determinada geração.

Obviamente isso não é uma ciência exata, e os frutos disso serão colhidos sempre bem mais tarde. A questão é que em algum momento é preciso começar, e quanto antes melhor. Por isso, aviso aos meus seguidores que pretendo, dentro de alguns anos, deixar a carreira como analista político em "segundo plano", não sendo esta a minha ocupação prioritária, para adentrar no mundo literário. Tenho planejado isso há algum tempo e sei que posso fazer, mas seria bom eu não ser o único a seguir este caminho. É preciso criar uma base literária de cunho político, ainda que ficcional, para que seja possível daqui a alguns anos as pessoas terem certos princípios e valores guardados em seu subconsciente.

É um trabalho de engenharia social de longo prazo, e é evidente que isso não anula a urgente necessidade de ações práticas em curto prazo. Muito pelo contrário. Para que possamos ter a liberdade de pensamento e expressão, é necessário que lutemos agora para evitar a tirania. De nada adiantaria escrever livros dentro de uma cela ou em um campo de concentração socialista, não é? Por isso, uma coisa não anula a outra.

Vejo na literatura uma janela de oportunidades para o futuro, não só para o meu, mas para o futuro do movimento como um todo. Como quase ninguém está fazendo algo nesse sentido, pensei: "Por que não eu, então?" 
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