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O curioso caso da imprensa que decide bater naquilo que não pode provar e ignora o que tem provas...

De tudo o que aconteceu nesta conturbada semana, a coisa mais intrigante foi a atitude da imprensa nacional diante da gravação entregue por Joesley Batista ao poder judiciário.

Na quarta-feira, à noite, após o pregão da bolsa já ter fechado, estourou na mídia inteira a informação de que Michel Temer teria comprado o silêncio de Eduardo Cunha, e diziam existir provas incontestáveis, no caso uma gravação em que o próprio Temer negociou isso com Batista. Quem deu o furo, originalmente, foi o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo,  depois todos os demais noticiários seguiram pelo mesmo caminho.

Ontem, após o pronunciamento feito pelo presidente no qual ele disse que não irá renunciar, e somente depois disso, a tal gravação veio a público, de forma um tanto tardia, aparentemente até de propósito. O conteúdo, entretanto, não continha a tal prova da compra de silêncio que alegaram existir. Quanto a este tema só havia um breve comentário em um trecho não muito comprometedor de uma longa conversa.

Todavia, existe naquele áudio uma coisa que toda a imprensa havia ignorado até então, e é o trecho realmente comprometedor, quando Joesley afirma ter um esquema para desvirtuar investigações dentro da Procuradoria Geral da República, tendo inclusive um procurador infiltrado, Ângelo Goulart Vilella, além de vários contatos que estariam vazando informações para ele. Na conversa, fica claro que Temer escutou essa afirmação sem tomar qualquer atitude, o que gera de imediato a impressão de que há, da parte dele, uma total indiferença diante da confissão de um crime ou, pior ainda, cumplicidade.

Isso, de qualquer forma, foi o ponto mais grave e realmente devastador da gravação. Isso, sim, poderia ter sido usado para detonar o presidente, mas não foi. Toda a imprensa preferiu usar outro expediente, o da tal compra do silêncio de Cunha, que simplesmente não fica claro em momento algum do diálogo. Aparentemente, quiseram forçar a barra com um tema que daria mais reação da opinião pública, e com isso acabaram dando um tiro no pé.

Agora, mais uma vez, os grandes jornais perderam credibilidade e de quebra deram uma forcinha para Temer. Não que ele vá se recuperar desse estrago político, isso já é outra questão. O estrago foi feito e é praticamente irreversível...

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