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O direitista precisa aprender a lidar com auto-críticas

Uma coisa comum entre liberais, libertários e conservadores, ou direitistas em geral - incluindo aqueles que não se rotulam necessariamente - é a postura extremamente frágil e sensível diante de qualquer crítica, mesmo que construtiva ou respeitosa. Parece existir um dispositivo entre aqueles que se julgam tão racionais que simplesmente os impede de lidar com o fato de alguém apontar um equívoco ou mal feito cometido.

Lembro-me de certa ocasião na qual entrei no grupo do extinto EPL aqui de Florianópolis, no Facebook, e levantei uma discussão acerca de uma postura do movimento em relação à Parada Gay. Foi justamente naquele episódio em que a travesti se colocou na cruz em referência a Jesus. O movimento, naquela ocasião, fez defesa do ato e apoiou a esquerda, apelando inclusive ao expediente de "liberdade de expressão", mas ignorando talvez até de propósito que o evento é custeado com verba pública.

Minha crítica a esta postura foi pontual. Apenas apresentei o que considerava ser uma falha. A reação do sujeito que na época era o Coordenador estadual do movimento foi me xingar e fazer textão, mas em momento algum refletiu sobre o que propus, sequer quis discutir o tema. Depois de algum tempo ele passou a "me perseguir" dentro do grupo e, no final, acabei banido. Ou seja, eles mostraram tremenda tolerância com o inimigo - a extrema-esquerda - mas nenhuma compreensão com um possível aliado, que seria eu, alguém sem nenhum interesse em prejudicá-los.

Imagino que se o colega do EPL tivesse com a extrema-esquerda o mesmo tipo de intransigência que demonstrou comigo, ele poderia ser bem melhor sucedido. No fim das contas o que acabou acontecendo é que o movimento enfraqueceu até acabar de uma vez, hoje se resume a uns poucos grupinhos de estudos pelo país. Tentei ajudá-los, fui xingado e depois banido, mas quem perdeu alguma coisa foi o EPL, não eu.

Esse tipo de conduta é bem normal no movimento. Ninguém aceita as críticas de forma madura, isso porque temos uma mentalidade demasiadamente purista. O movimento é cheio de pessoas bem intencionadas que querem mudar as coisas através de... discursos. Acham que o mundo se molda aos seus ideais, numa espécie de espiral de positividade ao estilo do livro O Segredo.

O que proponho - e isso deverá valer para mim mesmo também - é deixarmos um pouco nosso ego de lado e passarmos a pensar naquilo que realmente importa: a vitória. Não precisamos nos unir, nem nos abraçar e nem mesmo gostar uns dos outros, só precisamos tentar entender a tática de cada um para compor uma estratégia, algo que possa ser duradouro e útil aos nossos interesses.




Se o MBL não te agrada, entenda pelo menos que eles têm um propósito. O Livres, hoje, é um movimento do qual tenho sérias desconfianças, mas se ele realmente fizer o que propõe terá um papel relevante nisso tudo. Da mesma forma podemos pensar nos movimentos mais tangentes, como o Movimento Viva Brasil, que atua contra o desarmamento civil, ou mesmo movimentos que atuem contra os impostos abusivos e contra a corrupção. Todos eles, cada um cumprindo o seu papel, podem compor um bom cenário. E para aqueles que ainda não se mobilizaram em nada, sugiro que se mexam. É necessário que o movimento possua pluralidade interna, porque foi assim que as esquerdas alcançaram a hegemonia por longos anos. 

Se esquerdistas fossem tão arrogantes como os liberais são, eles nunca teriam chegado tão longe. O que os torna mais fortes é que apesar de muitas divergências, eles possuem foco no que realmente interessa, que é o poder a qualquer custo e o controle de diversos setores da sociedade. PCO e PSOL não são aliados, mas se fosse necessário aos ativistas do PSOL escolherem entre Rui Costa Pimenta e Bolsonaro, eles escolheriam obviamente o primeiro. Ambos trocam críticas constantes, ambos atuam em frentes diferentes e têm objetivos de curto prazo diferentes, mas no grande projeto de poder da extrema-esquerda eles são peças em um único mecanismo.

É disso que precisamos!
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