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Dane-se a Maisa

Nos últimos dois dias só vejo gente falando sobre a Maisa, sobre a resposta que ela deu a Silvio Santos, sobre o que Silvio Santos fez com ela em rede nacional. Sinceramente, não me importo. Aliás, nem vi o vídeo e não o verei. Vi os comentários e tive uma remota ideia, não me pareceu grave ou digno de nota. Contudo, virou assunto. Quero aqui propor o seguinte: Vamos pensar sobre o motivo de isso ter virado assunto?

Há um bom tempo escrevi um artigo, aqui mesmo, sobre a Teoria do Agendamento, a ideia de que nem sempre podem nos forçar sobre como pensar, mas quase sempre conseguem nos induzir sobre o quê pensar. Neste caso, vejo isso acontecer claramente. Tudo começou porque algumas feministas resolveram trazer a fala de Maisa para o seu lado, puxando sardinha, abordando a questão do machismo e etc. Pessoas de direita caíram nessa e começaram a discutir a questão, mas nenhuma delas reparou a enorme irrelevância disso.

Maisa é uma garota, deve ter uns 15 anos. Ela não é politicamente relevante, especialmente neste momento em que temos tantas coisas sérias realmente acontecendo. Um mendigo que tenha morrido de frio na rua é muito mais relevante do que essa discussão, ela não nos serve de nada. Não tem propósito discutir o assunto. Muitas vezes temas aparentemente bobos são relevantes e podem ser usados politicamente a nosso favor, mas este não é o caso. Não sairá nenhum suco desta fruta.


A direita precisa parar de cair em armadilhas como esta. É óbvio que essa questão só foi levantada porque é do interesse deles - os regressistas* - discuti-la. É do interesse deles dar enfoque nesta questão. São eles que querem discutir o "machismo". Nós não queremos isso. Não precisamos e, aliás, nem devemos. Este é um assunto que não precisamos discutir. Essa história de patriarcado e "machismo institucionalizado" é baboseira de gente descolada e xarope, não é problema nosso. O mero fato de entrar nesse campo de batalha já nos torna perdedores, porque este é o território deles e não o nosso.

Sendo assim, proponho o óbvio: Dane-se a Maisa e o que ela disse ou deixou de dizer. É só uma garota, uma adolescente. O que quer que ela tenha dito não é do nosso interesse e não merece atenção alguma. Tenhamos inteligência para escolher quais batalhas devemos lutar, esta não é uma batalha a ser lutada. Podemos perfeitamente deixar os idiotas falarem sobre o tema. Para combatê-los devemos largar mão disso e prestar atenção no que realmente importa.

Ao discutirmos sobre o "machismo" nos termos deles, nós perdemos. Ao rebatermos os "argumentos" deles, nós perdemos. Vivemos um momento de polarização, e a polarização é ótima. Nosso público alvo está de saco cheio dessa chatice e, se só eles falarem no assunto, só eles saem perdendo enquanto nós fazemos o nosso próprio trabalho. É assim que deve ser.
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