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Discussões acerca de Janot, Fachin e o poder judiciário são simplesmente inaceitáveis. Temos que trabalhar com os fatos!

Ultimamente, uma grande parte da direita, que não por acaso é quase integralmente a direita ligada a Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho, pendeu para o lado do judiciário brasileiro. Tolos como lhes é característico, esses sujeitos entraram numa onda frenética de "apoio a Lava-Jato", com um pequeno detalhe a ser considerado: eles apoiam diretamente aqueles que trabalham mais arduamente contra a operação.

Para começar, a questão nunca deveria ter sido a corrupção em si. Qualquer pessoa minimamente inteligente tem que saber uma coisa bem básica: a corrupção é muito mais um efeito do que uma causa. Ela existe por ser possível, não o contrário. A maior luta da direita tem que ser contra o totalitarismo e a favor da liberdade, porque é o totalitarismo que faz com que a corrupção se torne total. Simples e fundamental!


Dito isso, ainda é perfeitamente possível entender a admiração pelo juiz Sérgio Moro, que tem de fato feito um bom trabalho. Dá para compreender o respeito pelo procurador Deltan Dallagnol, embora a idolatria por estas duas figuras consume-se no já patético costume direitista de ter ídolos. Ainda assim, é absolutamente impossível compreender o que leva estas pessoas a terem verdadeira histeria em relação aos recentes feitos de Rodrigo Janot e Edson Fachin.

Primeiramente, falamos aqui de sujeitos com inclinações petistas muito claras. Janot tentou atravancar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, por exemplo. O TSE, que agora julga a chapa Dilma-Temer, não julgou este caso quando Dilma ainda estava no poder. Só isso já é razão suficiente para questionar as intenções da Suprema Corte. Se eles estavam assim tão imbuídos a lutar contra a corrupção, por que não fizeram isso nos 13 anos do PT no poder e resolveram atuar justo agora, quando o partido está fora da jogada?

Janot fez um acordo com a JBS que é em si questionável, dando a um bilionário corrupto benefícios exorbitantes e vantagens que nenhum outro delator recebeu até hoje. Esta mensagem é clara o suficiente. Sabemos, com este fato, que a PGR tinha interesse explícito em derrubar Michel Temer, não em trabalhar pela justiça. A quem isso interessa?

Fachin, por sua vez, foi o sujeito sorteado para cuidar da Lava-Jato no STF, substituindo Teori Zavascki que "por acaso" morreu em um suspeito acidente aéreo, daqueles que acontecem com relativa frequência neste país. Não coincidentemente, Fachin era a preferência dos petistas, o mesmo ministro que em meses não fez andar nenhum processo contra eles.

Será que é tão difícil assim perceber? Duvido que seja. O que temos aqui é um claro caso de cegueira por opção. A direita janotista parece fingir não saber que quase todos os ministros do STF foram colocados lá pelo PT. Curiosamente, é a mesma direita que denuncia o esquema de aparelhamento do Estado feito pelo mesmo PT.

Ora! Se sabemos que o PT indicou a maioria dos ministros que estão lá, se sabemos que o partido tinha viés totalitário, se sabemos que o partido aparelhou a máquina e se temos certeza de que ele pretende voltar ao poder, qual é a dúvida aqui? Essa discussão acerca do caso é inaceitável, porque não há nada a ser discutido. Há apenas fatos. Fatos não são discutíveis, eles são o que são.

Sendo assim, se a direita janotista quer mesmo continuar idolatrando aqueles que trabalham contra a Lava-Jato, acreditando alegremente que estão ajudando, que assim seja. Depois, é claro, quem vier reclamar levará um coice.
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