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Joel Pinheiro, o "liberal" que joga no time adversário

Joel Pinheiro da Fonseca não é tão conhecido fora do meio liberal. Além disso, o próprio nunca produziu conteúdo notoriamente relevante e nem fez qualquer coisa útil ou grandiosa em prol da causa. Mesmo assim, ele tem espaço em um grande jornal como a Folha de São Paulo e é convidado para participar de conferências - aquelas que normalmente os liberais fazem para conversar sobre aquilo que já sabem e dar tapinhas nas costas uns dos outros.


Nada disso seria problema. Por si só, isso faria de Joel apenas mais uma figura pouco relevante no cenário político nacional, ainda que seu pai tenha sido apoiador de Marina Silva - não dá para culpar uma pessoa pelos pecados da outra, não é? O problema é que o dito-cujo possui certa influência entre os cabeças de bagre do movimento, aqueles que estão entrando agora e que não sabem muita coisa a respeito de assunto algum mas que, por alguma razão, simpatizam com a bandeira que os liberais levantam.

Nos últimos meses, Joel se mostrou inquieto com o crescimento das mídias alternativas e passou a atacá-las, inclusive usando de mentiras para isso. Tal fato também não seria tão digno de desconfiança se ele não viesse acompanhado de uma defesa feroz da grande mídia, dos grandes veículos de imprensa que atuam em defesa de interesses esquerdistas. Em sua coluna na Folha, no texto mais recente, o "liberal" atacou novamente, e desta vez partiu em defesa da CBN e da jornalista Camila Olivo, que na semana passada mentiu copiosamente em uma manchete a fim de atacar a gestão de João Doria em São Paulo. Abaixo vou mostrar alguns trechos do que foi escrito:

Quando a repórter da CBN noticiou, na quarta (19) de manhã, que "moradores de rua em São Paulo são acordados com jatos de água fria", a imagem na mente do público foi instantânea: prefeito higienista expulsando mendigos indefesos do centro a canhão d'água.
Mas não era bem isso. Conforme a própria matéria relatava, funcionários terceirizados da limpeza teriam sido negligentes e molhado pertences –sobretudo cobertores– de mendigos em vez de pedir que eles os retirassem antes de ligarem as mangueiras. O prefeito João Doria se prontificou a trabalhar com os funcionários da empresa para que esse tipo de descuido não mais ocorra.


Aqui já se vê a primeira mentirinha do garoto. Dizer que "não era bem isso" é um eufemismo. A verdade é que não era nada disso. A manchete da CBN foi uma mentira deslavada, uma invenção. Esta mentira foi exposta logo depois que vídeos das câmeras de monitoramento da região comprovaram que nada do que foi afirmado pela CBN realmente aconteceu. Contudo, Joel repete a mentira:

Nenhuma pessoa foi alvo de jato d'água. Então a manchete mentiu? Não exatamente. Mesmo sem ter recebido o jato, pessoas foram acordadas por ele quando a água escorreu pelo chão e molhou seus pertences.

Como assim, "não exatamente"?

Foi exatamente isso, sim. A manchete mentiu. Mesmo que a matéria tenha dado mais detalhes, o fato ainda é que a manchete foi forçada, sensacionalista e que ela teve propósito político. Jornalistas da grande mídia vivem se aproveitando do fato de que o público é preguiçoso demais para ler toda uma matéria, por isso forçam a barra em manchetes tendenciosas que não exprimem a verdade. A quem Joel pensa que engana?

O pior, ainda, nem é isso. O colunista insiste em defender escancaradamente a jornalista mentirosa.

A manchete é verdadeira, mas a situação que ela descreve é diferente daquela que a maioria dos leitores imaginou quando a leu.

Negativo. Nenhum leitor "imaginou" coisa alguma. Neste trecho específico Joel Pinheiro tenta tirar a responsabilidade da jornalista e culpar o público, quando a verdade é que a manchete foi por si só mentirosa.

Depois disso, Joel finge isenção - que é o que ele sabe fazer de melhor, de fato - e critica os veículos de extrema-esquerda que reproduziram a falsa informação. Em seguida, finge isenção novamente ao atacar os veículos de direita, inclusive o Jornalivre, por eles terem desmascarado a mentira.

Do outro lado, o viés da notícia irritou os leitores de direita, reforçando a impressão de que a grande mídia esteja sistematicamente contra sua visão de mundo e produzindo "fake news". Correram, assim, para sua própria mídia, como o Jornalivre.
O Jornalivre, supostamente ligado ao MBL, não está no ramo da informação, e sim no da propaganda, buscando humilhar desafetos políticos e fanatizar o público leitor em sua visão maniqueísta e enraivecida do mundo. Seu trabalho se limita a comentar notícias ou posts de redes sociais que reforcem sua narrativa.

Aqui, em parte, Joel tem razão. O Jornalivre faz um excelente trabalho ao gerar narrativas. Como muitos de meus seguidores já sabem, sou editor-chefe no site e trabalho com ele desde o início. É verdade que não estamos preocupados em ser legais com nossos inimigos, nos preocupamos claramente em desmascará-los e assim continuaremos a fazer enquanto o site existir. 

Contudo, não é verdade que temos uma "visão enraivecida do mundo", o que fazemos é tão somente expor algumas verdades que não são e nunca serão expostas na grande mídia. Joel, aliás, é uma dessas figuras desprezíveis do meio liberal que trabalham justamente no interesse daqueles que querem destruir os liberais, e é principalmente por isso que tal figura jamais obterá o meu respeito, pois joga no time adversário e vive fazendo gol contra.

Em vez de apurar qualquer coisa relacionada à história, a ação deste site limitou-se a descobrir a identidade da jornalista da CBN, bem como suas preferências políticas, e oferecê-la aos leitores para que a hostilizassem, o que fizeram com gosto.

Não fui o autor da matéria sobre a jornalista da CBN. De fato eu recebi as informações de uma fonte, que preferiu permanecer anônima. Meu trabalho limitou-se a verificar se a informação era verídica e, como vi que era, eu a publiquei. Não me arrependo disso nem por um segundo, só para que fique claro. Faria novamente e provavelmente farei novamente no futuro. Se gente que se diz jornalista tem preferências políticas e atua em prol destas preferências, então esta gente merece ser exposta, goste o Joel ou não.

Aliás, ele deveria nos agradecer, porque nos últimos dois meses o sujeito em questão não teria conteúdo para defender a grande mídia se não fosse pelo nosso trabalho. Como é que Joel iria mostrar serviço aos seus patrões se não estivéssemos fazendo a nossa parte? A quem ele iria poder agradar para ganhar uns afagos se não existisse o Jornalivre para desagradar os grandes veículos de imprensa?

De minha parte espero apenas que os liberais sejam um pouco mais espertos e parem de cair em embustes. Joel Pinheiro é inimigo do movimento, ele atua na direção de destruí-lo. Daí seu interesse em proteger uma imprensa que se esforçou claramente, nos últimos anos, apenas para detonar qualquer grupo que atue contra a esquerda brasileira, seja ele liberal ou conservador. Até quando participa de debates contra esquerdistas, a única finalidade do colunista "liberal" parece ser a de servir de sparring. Ele vive apanhando de nossos inimigos e é um motivo de vergonha para a causa liberal.


Se Joel não gosta do nosso trabalho, é sinal de que estamos fazendo bem feito.
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