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Quem joga no time inimigo é inimigo também

Uma coisa muito importante que direitistas em geral precisam compreender é que não importa que uma pessoa vista a camisa do seu time, o que realmente importa é que ela jogue para o time. Se Neymar soubesse driblar e usasse seu talento para fazer gol contra, jamais teria chegado tão longe, ele sequer teria jogado pelo Santos e, obviamente, nunca seria cogitado para o Barcelona.

Quem faz gol contra, com ou sem intenção, seja por falta de caráter ou de talento, está efetivamente ajudando a equipe adversária, portanto é um problema e precisa ser eliminado.



Em se tratando de política é até pior, pois neste caso estamos falando de coisa muito séria. Políticos decidem o rumo de toda uma sociedade, tomam medidas que podem mudar totalmente o curso de vida das pessoas. Um movimento que aceite em suas fileiras pessoas não confiáveis apenas porque elas dizem defender as mesmas ideias e projetos tende a fracassar, especialmente se este movimento não tiver estrutura histórica sólida.

Naturalmente, refiro-me aqui a figuras como Jair Bolsonaro, Joel Pinheiro da Fonseca ou até mesmo Fábio Ostermann. Os left-libs, por exemplo, são auto-proclamados liberais que, na prática, auxiliam a extrema-esquerda. Se fazem isso com boas ou más intenções é irrelevante, o que conta é o fato de estarem efetivamente ajudando inimigos, pessoas que estariam dispostas a nos fuzilar em um paredão.

Bolsonaro, que se diz conservador, na prática atende às demandas de grupos como PCdoB ou até mesmo PSOL. Em votações na Câmara ou na Assembleia do Rio, ele e seus filhos se abstiveram em questões importantes ou, pior, votaram lado a lado com os interesses desses partidos. Um exemplo disso foi o caso de Flávio, que votou contra a privatização da CEDAE para mantê-la nas mãos do governo corrupto de Pezão. Curiosamente, este foi o mesmo voto da bancada do PSOL, da qual Marcelo Freixo também faz parte.

Joel Pinheiro da Fonseca, sobre o qual escrevi um artigo aqui ontem mesmo, está no mesmo patamar de grupos como Coletivo Nabuco ou Mercado Popular. É um daqueles liberais que vive passando pano para esquerdista e bancando o isentão no discurso. Na prática, ele foca em atacar justamente os liberais que combatem a extrema-esquerda de forma mais efetiva. Na visão deles - ou na visão que fingem ter - os comunistas não são pessoas pervertidas, mas mera "vítimas da alienação". Em sua soberba, no fim das contas, acabam servindo a outros interesses que não são os nossos e fazem isso com pompa e gracejos.

Embora esteja citando nominalmente estas figuras, não quer dizer que sejam as únicas. Tanto no meio liberal quanto no meio conservador há uma porção de gente que se enquadra com este perfil. Deles precisamos manter distância saudável. Não há qualquer razão para que deixemos estas pessoas crescerem no movimento, mas há muitas razões para desconfiarmos de suas intenções e, acima de tudo, de sua utilidade.

Quem diz ser seu amigo mas trabalha para os interesses de seus inimigos provavelmente está mentindo para alguém, e este alguém pode ser você.
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