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A direita precisa ser mais como Frank Castle e menos como Matt Murdock


Tenho dito há muito tempo que um dos maiores erros da direita, de modo geral - e aqui incluo liberais, libertários e também conservadores - é além de seu paternalismo a costumeira tolerância excessiva que têm para com seus inimigos. Os libertários, sobretudo, são quase sempre feitos de capacho por seus maiores algozes. Eles sempre tentam dialogar com gente que só entende a linguagem da violência pura - no caso, os esquerdistas - e acabam se dando mal.

Com isso julgo conveniente usar de uma analogia. A série Demolidor, da Netflix, fez muito sucesso e teve com um de seus personagens o anti-herói "O Justiceiro". Na segunda temporada, Frank Castle aparece matando violentamente bandidos de todo tipo em uma busca sanguinária por vingança, enquanto o Demolidor, Matthew Murdock, evita ao máximo ceifar vidas em nome de uma moral cristã, o que é totalmente baseado nos quadrinhos originais.

Deste ponto de vista, dá para dizer claramente que a série mostra muito bem a diferença e o que é de fato que separa ambos. Enquanto Matt está recheado de boas intenções e quer ser justo, Frank está disposto a eliminar os problemas da forma que for possível, sem se importar se isso é certo ou errado. Em uma das cenas, Frank diz a Matt que ele é covarde por não ter coragem de fazer o que é preciso.

Quem já assistiu a série sabe que na primeira temporada Matt vence o Rei do Crime, que acaba preso. Porém, como ele evita matá-lo, o Rei do Crime continua com seus poderes e acaba ainda mais forte no final, corrompendo guardas da prisão. Ou seja, Matt venceu, e venceu de forma justa, mas nem chegou perto de solucionar o problema. Longe disso, o que ele fez foi apenas adiar os resultados negativos inevitáveis.

E se Matt tivesse sido implacável como Frank e matasse o Rei do Crime?

Ser implacável é a questão. Não se trata de agir com justiça, porque nossos adversários não são justos. Na política não é diferente. Em um jogo de futebol é louvável que haja harmonia e até fair play, mas isso não se aplica a outros setores. Quando jogamos futebol temos adversários, eles são pessoas não necessariamente boas ou ruins, são apenas pessoas querendo vencer aquela partida. É válido fazer o que for necessário para ganhar, mas é preciso seguir as regras. Ninguém quer ver jogadores matando uns aos outros só para ganhar um jogo, isso seria horrível. Mas na política é diferente. Na política há aqueles a quem podemos tratar como oponentes respeitáveis, dos quais podemos discordar pontualmente aqui e ali sem necessariamente tentar destruí-los, e no entanto há também aqueles com quem não podemos dar qualquer vacilo.

Esquerdistas são sanguinários e violentos, assim como são os inimigos de Frank Castle. Qualquer um dos bandidos mortos por ele na série não hesitariam em matar uma criança a sangue frio se isso pudesse lhes trazer algum sucesso, e sabendo disso o Justiceiro faz o que tem que ser feito: ele os mata.

Claro que não estou propondo o assassinato de inimigos políticos, mas também não significa que a direita precise ser tão tosca e frágil ao lidar com eles. Vale encontrar um equilíbrio. Precisamos ser impiedosos na hora da luta, é necessário deixar de lado valores moralistas tolos como "justiça" e "respeito" quando lidamos com quem não é justo e muito menos respeitável. 

Nestes últimos anos, quantos foram os discursos de ódio e promoção da violência feitos por esquerdistas? Quantas vezes eles disseram que nos queriam mortos? Quantas vezes disseram que pegariam em armas para nos enfrentar apenas porque pensamos de forma diferente daquela que lhes interessa?

Nestas circunstâncias só existem duas opções: lutar bravamente e sem rodeios ou se tornar um escravo. Um esquerdista meteria uma bala na cabeça de um libertário se pudesse fazer isso tendo a certeza de que não seria punido pela lei. Ele nos colocaria em um paredão e fuzilaria a todos nós se soubesse que isso lhe traria algum tipo de glória. É por isso que não podemos ser como Matt, que embora herói e bondoso é fraco e peca pelo excessivo sentimento de justiça. O verdadeiro justiceiro não é um herói, ele é apenas implacável.

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