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"Liberais" que endossam agenda de gênero e apoiam a Lei Rouanet devem ser rechaçados pelo movimento

O movimento liberal já se deturpou diversas vezes no passado, seja por sua aproximação aos nacionalistas em alguns momentos ou por sua condescendência forçosa diante dos esquerdistas radicais. Por conta disso e de mais alguns fatores, nunca passou de um movimento embrionário, sempre em fase de crescimento, sempre atuando como "movimento do futuro", mas de modo geral morrendo dentro da casca.

Se chegamos perto, no Brasil, de ter um movimento liberal realmente forte, este momento é agora. Antes até existiam institutos e grupos de estudos, mas tudo sempre bem distante do público maior, sendo quase sempre um espaço limitado a uma elite intelectual já simpática aos ideais ou meramente oportunista. Hoje existe adesão, diversas ideias liberais têm ganhado apoio na sociedade e nunca houve momento tão propício para propagá-las, especialmente com a recente ruptura da esquerda radical.

Exatamente por isso que o movimento está cheio de mentirosos, trapaceiros e até mesmo infiltrados, como algumas pessoas ligadas ao Livres. Fábio Ostermann, por exemplo, compartilhou um texto do editor do Spotniks, Rodrigo da Silva, no qual ele ataca diretamente Kim Kataguiri em relação ao caso Santander e a exposição "Queermuseu". Não que isso seja surpreendente, já que nos últimos meses a maioria dos liberais tem focado ataques contra o MBL muito mais do que contra seus verdadeiros inimigos, aqueles que os colocariam numa forca se pudessem.

Até pouco tempo atrás cheguei a liderar o grupo (o Livres) aqui em minha cidade. Fiz o que pude para colocar gente decente lá dentro, mas nada seria capaz de conter a sanha esquerdista da direção nacional, a mesma que no ano passado apoiou os black blocs e que compactua fortemente com o movimento feminista, além de defender a Parada Gay financiada com dinheiro público. De qualquer forma, antes de sair tomei cuidado para colocar uma pessoa de baixíssima competência em meu lugar, de modo a manter o grupo como uma pequena e não uma grande ameaça.

Na direção nacional do Livres há diversas figuras conhecidas por posturas no mínimo suspeitas em relação à esquerda, com a qual fazem de tudo para dialogar. Além disso, alguns de seus candidatos na eleição passada são, digamos, um pouco peculiares, como é o caso de Filipe Celeti.

Celeti é um pouco conhecido libertário que pagava de radical anti-estatista nas redes sociais. Ele já escreveu artigos para blogs e era, até pouco tempo atrás, seguido por muitos libertários que ainda não o conheciam. Confesso que já tem um bom tempo que não o acompanho, mas a última que vi dele foi a ocasião na qual a Bunker Editorial, editora da qual é dono, conseguiu quase meio milhão de reais para publicar livros liberais. Os recursos, é claro, vieram através da Lei Rouanet.

Depois disso, Celeti foi duramente criticado por muita gente, mas ele se defendeu:


A pessoa que comentou o criticando fui eu. Dentre as que curtiram a postagem - ou seja, concordaram com ela - estão Mano Ferreira, uma das lideranças nacionais do Livres, e o líder do extinto Estudantes Pela Liberdade, Juliano Torres.

Tudo isso até poderia não ser um grande problema se Celeti ao menos fosse honesto quanto ao tema, o que não é o caso. Antes de ser ele próprio o beneficiado com a Rouanet, as críticas ao modelo de concessão de verbas eram frequentes, como se pode apurar em artigo publicado por ele próprio no portal IMB (ver aqui).

Alguns membros do Livres, do extinto EPL e outros grupelhos liberais estão do lado do banco Santander nessa questão da exposição Queermuseu. Muitos estão até endossando o discurso esquerdista de que quem reclamou da mostra pornográfica para crianças estaria praticando algum tipo de censura.

Outro sujeito que não tenho certeza se é membro do Livres ou não, mas que é claramente endossado pelo grupo, é o economista Carlos Góes, conhecido principalmente por seus textos no portal left-lib Mercado Popular. Já tratei dele por aqui, mas é bom lembrar que Góes já elogiou Fernando Haddad e chegou a dizer que Thomas Piketty, autor e economista de esquerda, é um "grande economista", e ele fez isso no mesmo artigo no qual reconheceu que o autor havia fraudado dados ao escrever "O Capital no Século XXI". Ou seja, para o blogueiro em questão não há problema algum fraudar dados, desde que você escreva de forma bonitinha.

Isso tudo, muito longe de ser uma contradição qualquer, é fruto de um projeto possivelmente intencional da parte de algumas destas figuras. Não estou dizendo, com isso, que o Livres seja integralmente assim, nem mesmo o EPL. Também não estou dizendo que o Spotniks deva ser rechaçado. Há textos bons lá. O problema é que liberais e libertários de verdade devem ter a máxima cautela diante de tais elementos. Alguns deles certamente estão trabalhando para o inimigo, como é o caso de Joel Pinheiro, cujo pai curiosamente apoiou a campanha de Marina Silva.

É importante e imprescindível que os liberais não caiam nessa ladainha. Muitos desses grupos têm mais interesse em trabalhar em prol da esquerda do que contra ela.
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