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Análise Crítica: Como se tornar o pior aluno da escola - Danilo Gentili

Na noite de ontem tive o prazer de assistir ao filme de Danilo Gentili no cinema. Devo ressaltar que meu interesse despertou principalmente após ver a entrevista estúpida e a matéria absurda feita por Diego Bargas, o ex-"jornalista" da Folha que atacou Gentili gratuitamente.


NOÇÕES GERAIS

Toda a repercussão política sobre o filme tem muito mais a ver com o fato de seu produtor ter sido Danilo Gentili, que é verdadeiramente odiado pelos esquerdistas, do que pelo conteúdo do filme em si. Muitas produções de cinema, inclusive brasileiras, poderiam ser consideradas mais politicamente incorretas do que a presente obra. Se não houvesse a figura de Danilo por trás da obra, certamente os críticos teriam muito mais boa vontade e analisariam o filme sem a choradeira e a chatice costumeira. O fato é que o humorista está na lista negra da extrema-esquerda e independentemente do conteúdo ou da qualidade do longa, as críticas seriam as mesmas.

PONTOS POSITIVOS

O filme é fiel ao que se propõe: é uma comédia muito divertida, com diversas cenas hilárias e um humor ácido. O trailer, aliás, não engana o espectador como tem sido comum em diversos filmes recentes - cito aqui, especialmente, o caso de Esquadrão Suicida, cujos trailers eram bem melhores do que o filme. 

As cenas de ação do longa são muito bem filmadas e a produção ficou simplesmente espetacular, até mesmo acima da média dos filmes nacionais. O roteiro lida bem com uma mescla entre o insulto aos personagens dentro de um contexto no qual insultar alguém, nos dias de hoje, pode resultar em cadeia. É uma provocação ao espectador mais sensível, mas um deleite aos que não procuram no entretenimento um formato politicamente correto e enviesado.

Aliás, entretenimento é a palavra de ouro aqui. Tudo o que o filme tenta passar é diversão, sem viés político e sem encheção de saco. Dá para perceber claramente que a intenção dos produtores e diretores da obra era causar riso e não "fazer refletir sobre o assunto", coisa que tem se tornado comum e destruído a qualidade do cinema ultimamente.

Esta comédia é equivalente a um dos maiores clássicos da Sessão da Tarde, conhecido no Brasil como "Curtindo a vida adoidado", com a diferença de que o filme foi feito em uma época na qual fazer piada e rir de si mesmo virou crime. Qualquer um que tenha vivido sua infância e adolescência nas décadas de 80 e 90 consegue entender precisamente a mensagem, que não é exatamente a de que ser o pior aluno é a melhor opção, mas certamente a de que ser o melhor aluno da escola não significa grande coisa no final das contas. 

Em sentido mais técnico, o filme é bem dirigido. A fotografia dele tem qualidade superior a maioria dos filmes brasileiros, além de ter um excelente trabalho de filmagem que é incomum por aqui. 

Além disso, a escolha de atores como Caros Vilagran (o Quico, da série Chaves) e o não-ator Rogério Skylab enriquecem a obra por torná-la cômica mesmo nos momentos mais "sérios". O final da história, por sua vez, é deveras surpreendente e engraçado. Uma das últimas cenas do filme foi de longe a que mais fez rir, e o efeito foi positivo em mim e nos demais espectadores que lotavam o cinema.

PONTOS NEGATIVOS

Um dos pontos negativos do filme é o fato de que a produção arrecadou recursos através da Lei do Audiovisual. Não que isso interfira na qualidade da obra, mas certamente tira seu valor moral. O outro ponto negativo é a atuação. Alguns dos atores, em especial Danilo Gentili, certamente pareceram artificiais demais em alguns momentos. Não que isso seja um problema, considerando que Danilo nem mesmo é um ator. É certo que isso não o incomoda, também, já que no próprio filme ele tira onda de si mesmo quanto a este fato.

De 0 a 10, minha nota é 9. 

Não é um dos melhores filmes que já vi, mas cumpre plenamente a proposta e é, com certeza, uma das melhores comédias brasileiras. Além disso é o tipo de filme que se pode assistir novamente sem enjoar.
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