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Antes tarde do que nunca, PSL acertou ao entrar com ADIN contra o fundo eleitoral bilionário

O Partido Social Liberal tem revelado uma conduta suspeita nos últimos meses. Membros e simpatizantes do grupo se manifestaram em suas redes sociais a favor da exposição Queermuseu, considerando "exageradas" as críticas ao evento. Depois, no caso da exposição La Bête, o grupo quase inteiro se calou. O partido não emitiu nenhuma nota sobre o caso, embora alguns membros tenham criticado a exposição em suas contas privadas. O silêncio, talvez, tenha ocorrido em virtude do fato de que um dos integrantes do grupo é irmão de Wagner Shwartz, o peladão da exposição.


Não que isso seja coisa nova. O grupo é conhecido por criticar outros liberais em seus acertos, como fazem especialmente com o MBL. No ano passado, por exemplo, a direção nacional do partido fez uma postagem em defesa de Deborah Fabri, a garota que supostamente perdeu um olho naqueles confrontos criados pela extrema-esquerda em São Paulo, logo após o impeachment de Dilma Rousseff.

Contudo, é justo dizer que desta vez o movimento acertou ao entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, junto do jurista Modesto Carvalhosa, contra o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão aprovado recentemente no Congresso. Sem entrar no mérito jurídico da ação, pois esta não é a minha especialidade, considero a atitude acertada por duas razões:

1) Porque isso dá notoriedade a um grupo que, pelo menos em teoria, é liberal.
2) Porque o fundão é de fato uma afronta direta aos interesses da população.

Além disso é importante ressaltar que esse fundo bilionário é apenas uma resposta dos partidos ao que foi aprovado lá em 2015, com a mini-reforma eleitoral, que proibiu o financiamento empresarial de campanha. Sem dinheiro jorrando na conta para fazer campanha, as legendas se uniram em benefício próprio como sempre fazem. A verdade é que muito antes de querer proibir o financiamento de campanha, para realmente solucionar o problema a reforma eleitoral deveria considerar o fato de que, de acordo com as leis atuais, com ou sem dinheiro a campanha tem que acontecer. Sendo assim, é natural que se prefira fazê-la com muito dinheiro.

A atitude do PSL ao tentar protagonizar esta luta, no momento, é boa para tirar de cima deles o estigma comum aos liberais frouxos e molengas que se limitam a fazer palestras e encontros inúteis mês a mês. Não que eles tenham parado de fazer isso, mas o fato pertinente é que pelo menos estão focados em outras coisas além de criticar aqueles que realmente fazem algo.

Por enquanto, isso é bom. Vejamos os próximos capítulos.
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